PARQUÍMETRO 29/11/2019 15:08

Prefeito cogita quebrar contrato com empresa que administra o estacionamento pago em Botucatu

Foto: Divulgação

O prefeito de Botucatu, Mário Pardini (PSDB) cogitou na manhã desta sexta-feira (29) romper contrato com a empresa que cuida do estacionamento rotativo na cidade através de parquímetros.

Ele disse que não houve acordo com a empresa em relação à ampliação de vagas porque a permissionária defendeu reajuste que não é feito há três anos, mas para isso ocorrer o prefeito pediu estudo de desequilíbrio econômico-financeiro da concessão.

Como esse levantamento não foi apresentado, a situação ficou sem um acordo. O prefeito diz que exigiu ampliação que era de interesse da empresa, desde que ela assinasse um termo concordando emnão pedir reajuste e nem acionar a prefeitura futuramente, mas não houve essa assinatura.

“Infelizmente a relação com a empresa concessionária não tem sido uma boa relação. A gente se comprometeu a repor as vagas que eles perderam com a revitalização da Rua Amando. Isso era uma obrigação contratual e eu recebi inclusive o dono da empresa de parquímetros aqui. E falei dessa intenção de repor essas vagas na Dom Lúcio, que foi uma solicitação dos comerciantes capitaneados pela vereadora Alessandra Lucchesi. A gente teve algumas reuniões. A princípio eu era contra a ampliação do parquímetro, mas como era uma obrigação contratual e uma necessidade, em um trecho da Dom Lúcio, e os comerciantes pediam o estacionamento rotativo para que eles pudessem ter um aumento do regime de vendas, a gente fez um estudo e colocou a possibilidade de ampliação das vagas na Dom Lúcio”, relata.

Segundo Pardini “o dono condicionou a ampliação ao aumento da tarifa que eu não dava nos últimos 3 anos. Eu disse que daria o reajuste desde que ele mostrasse o estudo de desequilíbrio econômico-financeiro da concessão. Isso acabou não acontecendo. Disse que traria quando pudesse e nunca mais voltou. Teve depois uma reuão com um gerente que cuida da região. Ele disse que a empresa não escreveria isso: que não abriria mão da tarifa ou indenização futura”.

O prefeito disse que acionou o jurídico e elaborou boletim de ocorrência apontando outra situação que a empresa estaria exigindo 10% para trocar moedas por papel de comerciantes. “A gente vai tomar outras medidas contra a concessão. Infelizmente essa ampliação do parquímetro não será possível e a gente vai tomar outras medidas em relação à concessão”, citando que quer abrir caminho à outra empresa, caso a atual não queira mais trabalhar na cidade. “Se for o caso de quebra de contato vamos faze isso sim”, destacou.

A reportagem ligou para o escritório da empresa de estacionamento em Botucatu e aguarda resposta.

A entrevista sobre o assunto foi concedida à Rádio Municipalista na manhã desta sexta-feira (29).

(do 14News)