POLÍTICA 12/03/2018 21:32

Câmara teve sem-terra, praticantes de off-road, Polícia Militar e mais polêmica em torno de projeto social

Câmara durante a sessão de segunda (12).

A sessão da Câmara Municipal de Botucatu desta segunda-feira (12), esteve com as cadeiras do auditório tomadas pelo público formado por praticantes de off-road que buscam regulamentação e organização da atividade nas trilhas da Cuesta, além de sem-terras que estão em fase de cumprir reintegração de posse dada pela justiça em Rubião Jr - mas que ainda não teriam sido notificados -, pela Polícia Militar que acompanhou com um policial do lado de fora - com até  viatura com os sinais luminosos ligados - e um oficial do lado de dentro representando a coronel Katia Christofalo, que foi homenageada pela atuação no comando do 12º Batalhão, regional de 13 cidades além de Botucatu. Mas a viatura foi apenas parada estratégica para fiscalizar a rua.

POLÊMICA 

Também estava sendo avaliado o projeto de lei que determina de utilidade pública com direito a ser beneficiado com recursos públicos o canal comunitário, entidade de projeto social e rádio e TV comunitária. Narciso Mineto que representa a entidade disse que é direito das igrejas terem um canal de TV, citando que faz trabalhos sociais e quer abrir em um espaço de 1.700 metros quadrados ampliação desses projetos que já existem.

O assunto gerou polêmica, pois a vereadora Rose Ielo (PDT) disse que foi apurar e ficou em dúvida da atuação desse projeto. O assunto foi apresentado pelos vereadores Paulo Renato e Izaías Colino.

Os executores do projeto social dizem que tudo está normalizado e segundo os autores os responsáveis iriam, ainda nesta noite na Câmara, para tirarem qualquer dúvida dos parlamentares. Isso foi feito. Narciso Mineto que é do projeto disse que foi mentira o fato de vizinhos da igreja terem informado que só à tarde abre o local para o culto e sim que havia funcionária a partir das 15h.

Rose Ielo, vereadora que esteve no local do projeto diz que as atividades não estariam ainda em curso, e reafirmou a necessidade de utilidade pública permitida só a entidade que atua há mais de um ano. 

O projeto sobre o tema foi de muita polêmica durante os trabalhos.Izaías foi a tribuna e falou que existem atividades executadas e que está com suas faculdades mentais em ordem para propor projeto possível de ser avaliado na Câmara.

Paulo Renato também reforçou que o projeto buscou enaltecer uma ação importante para a cidade dentro da política do bem.

BATE-BOCA 

O clima esquentou quando o vereador disse que a Rose Ielo estudou "assistência social", mas não executa e ainda não deixa quem quer fazer, dizendo que ela não deve conhecer os hospitais, asilo e entidades sociais onde a entidade Canal Comunitário atua e que ela não tem outra função a não ser de fazer atos "politiqueiros".

Ele foi interrompido por Rose Ielo que disse ter sido ofendida no seu trabalho e sua honra. 

Abelardo falou na tribuna e também defendeu que apesar da importância da ação social é preciso ter critério para aprovar esse tipo de projeto dentro da lei em vigor.

Rose Ielo pediu a palavra de novo e disse voltada ao vereador Paulo Renato que por ter faltado argumento houve ataque pessoal à ela. "Esse (de ataque) não é papel de homem público", mencionou ela. Citou ainda que gostaria de ser respeitada e que nunca fez isso com o vereador. "O senhor diz que não tenho o que fazer. O que o senhor sabe da minha vida?". Ela ainda citou que vai acionar a comissão de ética por quebra de decoro do colega de Casa. 

Paulo Renato rebateu na tribuna e disse que "a vereadora fez o seu teatrinho de se vitimizar" e que não tem nenhum problema e não desrespeitou-a, somente, diz ele, mostrou que ela "não é muito de agarrar e trabalhar, como se fala. Apenas citei. Não desrespeitei em momento nenhum. Estar na Câmara não significa muita coisa. A população se atende lá fora e se conhece as necessidades da população nas ruas. Tanto não conhecem porque ficaram 8 anos na prefeitura e pouco ou nada se fez", disse ele. 

O projeto foi adiado a pedido do Sargento Laudo com a Câmara dividida. Votaram contra o adiamento os autores Izaías e Paulo Renato, além de Jamila e Cula. Izaías que era um dos que apresentava o assunto ficou nos debates e na votação enquanto o vice-presidente da Casa Carreira ficou como presidente.

Foram a favor do adiamento: Rose Ielo, Carlos Trigo, Laudo, Zé Fernandes, Abelardo, Alessandra Lucchesi. Carreira como presidente na hora da votação ficou neutro como determina a lei da Câmara.

Durante os debates mais quentes a Câmara Municipal já estava quase vazia.

 

Outros temas:

Sargento Laudo e Zé Fernandes pediram crecre noturna para atender quem trabalha até além do horário das 18h.

Zé Fernandes, Laudo e Abelardo pedem à Caixa Federal lotérica no shopping de Botucatu. 

Izaías Colino também pediu informações de como estão os programas "adote uma praça" realizados pela iniciativa privada que faz a manutenção desses espaços.

Izaías e Paulo Renato ainda solicitam mutirão de recadastramento das residências do Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida para evitar a utilização irregular de casas populares.

 

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(do Agência14News)