POWER RACING NEWS 01/08/2017 13:39

Fórmula 1, Fórmula E, Nascar e novidades da semana com Reinaldo Filho

Fórmula 1 na Hungria, Fórmula E com brasileiro campeão, NASCAR Monster Energy Cup, semana da indústria automobilística, “História da Indústria Automotiva Brasileira” e a “Volta Rápida”. Power Racing News deixando sua semana mais rápida.

 

Fórmula 1 na Hungria: domínio total das Ferrari e Vettel mais líder que nunca

            O calor e a sinuosidade de Hungaroring responderam aos anseios do alemão Sebastian Vettel.  Depois do azar no GP da Grã-Bretanha, o tetracampeão precisava de um resultado perfeito neste final de semana na Hungria. E o resultado veio.

            O alemão venceu sua 46ª prova na Fórmula 1, e viu sua diferença na liderança do mundial subir de um para 14 pontos apesar de um problema de estabilidade que o assolou pela maior parte da corrida. Vettel viu o volante de seu carro pendendo para a esquerda, mas se aproveitou da dificuldade de se ultrapassar em Budapeste para levar a corrida.

            Kimi Raikkonen reclamou pelo rádio do fato de não ter tido possibilidade de passar Vettel pela estratégia já que andava mais rápido. Ele fechou a dobradinha da escuderia.

            Para a Mercedes, não foi um bom. Com problemas de rádio e fazendo uma má largada, Lewis Hamilton passou o início da prova em quinto. Com o problema de Vettel e a parada de Verstappen (quarto no início), ele passou para quarto e chegou próximo ao top-3.

            A Mercedes deu ordem de equipe para Bottas deixar Hamilton - que vinha mais veloz - ultrapassar, mas o britânico não conseguiu passar as Ferraris.

            Com isso, Hamilton deixou Bottas passar no fim para que o finlandês fosse o terceiro após a ordem prévia.

            Após tirar da prova o companheiro de equipe Daniel Ricciardo com um toque que furou o radiador e o pneu do australiano, Max Verstappen tomou uma punição de dez segundos no primeiro pit stop e chegou em quinto lugar.

            Em sua melhor corrida do ano, Fernando Alonso chegou em sexto após ultrapassar o compatriota Carlos Sainz. Com o resultado - que também contou com Stoffel Vandoorne em décimo - a McLaren supera a Sauber no mundial de construtores, jogando o time suíço para a lanterna entre as equipes.

            Já Paul di Resta, substituto do brasileiro Felipe Massa, que devido a um mal-estar não pôde correr, acabou abandonando a prova no fim.

            A supremacia das Ferraris apareceram já na largada, onde se mantiveram nas duas primeiras posições. Max Verstappen, numa boa largada, tentou passar Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas por fora, mas como Bottas espalhou na curva 1 ele não teve espaço para completar a dupla ultrapassagem, já que Kimi estava logo à frente de Bottas, mas o colocou sob ataque de Ricciardo.

            Na curva 2, Daniel tentou superar Max por fora e o holandês d”embarrigou”  a curva, acertando o carro do parceiro. O piloto australiano teve o radiador e o pneu furados, assim acabou rodando na curva seguinte e abandonando.

            Com os fluídos no asfalto, o Safety Car veio à pista. Na volta 6, a corrida voltou a valer. Vettel era o líder, com Raikkonen, Bottas, Verstappen, Hamilton, Sainz, Alonso, Perez, Vandoorne e Ocon.

            Pelo toque com Ricciardo, Verstappen foi punido com um “time penalty” de dez segundos, punição essa a ser cumprida no tempo de pit stop. A punição funciona da seguinte forma: o piloto vai para seu pit, para em sua posição, espera 10 segundos, que é o tempo da punição e só depois da liberação, feita por um fiscal da FIA, que os mecânicos executam a troca de pneus e demais ajustes. Se ocorrer antes da liberação, o piloto pode ser desclassificado, recebendo a bandeira preta.

            Em sua primeira parada, Romain Grosjean acabou tendo uma de suas rodas mal fixada e acabou abandonando a prova.

            Bottas foi o primeiro dos ponteiros a parar, na volta 29. Uma volta depois veio Hamilton. As Ferraris vieram em seguida.

            Na volta da parada, Vettel começou a sentir problemas de estabilidade em sua Ferrari. Isso juntou as Ferraris e as Mercedes, mas nenhum dos carros conseguia se aproximar um do outro. Kimi pedia ordem de equipe pelo rádio, mas não foi atendido.

            Na volta 45, Botas deixou Hamilton passar por ordem de equipe. O “combinado” seria que se Hamilton não conseguisse ultrapassar Vettel, deveria devolver a posição a Bottas. E foi o que aconteceu no final da prova. Hamilton bem que tentou se aproximar das Ferraris, mas teve muita dificuldade.

            O destaque da prova ficou por conta do excelente sexto lugar de Fernando Alonso, com a McLaren Honda. Apesar ainda das limitações do propulsor japonês, já é evidente a grande evolução do carro. Mas existem rumores no paddock de que McLaren e Renault negociam o fornecimento de motores para 2018, já que a Sauber anunciou que usará motores Honda na próxima temporada.

 

Grid final do GP de Hungaroring, Hungria

Pos.    Piloto                                                 Equipe

  1        Sebastien Vettel                                 Ferrari

  2        Kimi Raikkonen                                 Ferrari

  3        Valtteri Bottas                                    Mercedes

  4        Lewis Hamilton                                   Mercedes

  5        Max Verstappen                                Red Bull Renault

  6        Fernando Alonso                               McLaren Honda

  7        Carlos Sainz Jr.                                  Toro Rosso Renault

  8        Sergio Perez                                      Force India Mercedes

  9        Steban Ocon                                      Force India Mercedes

10        Stoffel Vandoorne                             McLaren Honda

11        Kevin Magnussen                              Haas Ferrari

12        Daniil Kvyat                                       Toro Rosso Renault

13        Jolyon Palmer                                    Renault

14        Lance Stroll                                       Willians Mercedes

15        Pascal Wehrlein                                 Sauber Ferrari

16        Marcus Ericsson                                Sauber Ferrari

17        Nico Hulkenberg                                Renault

 

Abandonaram

Paul di Resta                                                 Willians Mercedes

Romain Grosjean                                          Haas Ferrari

Daniel Ricciardo                                            Red Bull Renault

 

A próxima etapa da Fórmula 1 acontece na Bélgica, no dia 27 de agosto, após as férias européias.

 

Fórmula E: brasileiro Lucas di Grassi conquista seu primeiro título mundial na categoria

            O Brasil volta a ser o dono da Fórmula E. Neste domingo (30) Lucas di Grassi conseguiu a sétima posição na última prova da temporada em Montreal, resultado suficiente para dar o título ao piloto paulista.

            Jean-Éric Vergne foi o vencedor da prova no Canadá, com Felix Rosenqvist em segundo e Jose Maria Lopez completou o pódio.

            Sebastien Buemi, que largou em 13º, teve problemas no início, teve que ir aos boxes e fechou a corrida em 11º.

            Nelsinho Piquet, o primeiro campeão da F-E, teve outro dia difícil e finalizou em 16º.

            Com os resultados, di Grassi  terminou com 181 pontos, Buemi com 157 e Rosenqvist foi o terceiro no campeonato, com 127. 

            A largada da segunda prova de Montreal teve confusão logo na primeira curva e di Grassi perdeu duas posições logo no início, mas sem se envolver em confusão. Ao mesmo tempo, Buemi ganhou três e teve uma parte da asa traseira pendurada. Com isso, ele foi obrigado a entrar nos boxes, após receber a bandeira preta com círculo laranja, comprometendo sua corrida completamente.

            Os três primeiros após os cinco primeiros giros eram Rosenqvist, Vergne e Bird. Piquet era 11º.

            Di Grassi, Abt e Buemi foram os contemplados pelo FanBoost, que foi anunciado na nona volta.

            Rosenqvist e Vergne duelaram pela ponta nas voltas seguintes antes da troca de carros, mas o sueco conseguiu segurar a pressão.

            Na volta 18, os pilotos começaram a fazer a troca de carros. Após o ciclo, Rosenqvist permanecia na ponta, seguido de Vergne e Bird. Di Grassi voltou na nona posição e quase colidiu com Nelsinho Piquet.

            Na 29ª volta, a corrida ganhou novo líder. Vergne manobrou sobre Rosenqvist, enquanto que di Grassi conseguia chegar à sexta posição. Enquanto isso, Buemi era apenas o 14º.

Loic Duval bateu na penúltima volta, após toque de Frijns, mas somente com a presença da bandeira amarela local.

            No final, Lucas di Grassi cedeu a sexta posição para Abt se tornou o novo campeão da Fórmula E com o sétimo posto. Jean-Éric Vergne levou a vitória, com Felix Rosenqvist em segundo e "Pechito" Lopes em terceiro.

            Fabricantes mundiais fazem da Fórmula E um laboratório para desenvolvimento de veículos 100% elétricos. Hoje, Renault, Audi, BMW, VW e Jaguar fazem parte do grid. Em 2018 já esta confirmada a vinda da Mercedes para a F-E, que inclusive anunciou sua saída da DTM alemã.

           

Grid final da Fórmula E em Montreal

Pos.    Piloto                                                 Equipe

  1        Jean-Eric Vergne                              Techeetah

  2        Felix Rosenqvist                                Mahindra Racing

  3        Jose Maria “Pechito” Lopez              Virgin Racing

  4        Sam Bird                                            Virgin Racing

  5        Nick Heidfeld                                     Mahindra Racing

  6        Daniel Abt                                          Audi Sport Team Abt

  7        Lucas di Grassi                                  Audi Sport Team Abt

  8        Stéphane Sarrazin                             Techeetah

  9        Jérôme d’Ambrosio                           Dragon Racing

10        Tom Dillmann                                    Venturi

11        Sébastien Buemi                               DAMS

12        Mitch Evans                                       Jaguar Racing

13        Robin Frijns                                        Andretti Autosport

14        Adam Carroll                                     Jaguar Racing

15        Antonio Felix da Costa                      Andretti Autosport

16        Nelson Piquet Jr.                               China Racing

17        Oliver Turvey                                     China Racing            

18        Maro Engel                                        Venturi

 

Abandonaram

Loric Duval                                                    Dragon Racing

Nicolas Prost                                                 DAMS

 

NASCAR Monster Energy Cup na  Pocono II tem vitória de Kyle Busch

            Kyle Busch finalmente conseguiu visitar o Victory Lane em 2017. Após 36 provas sem vitória, o piloto do carro #18 dominou a etapa de Pocono e terminou na frente, encerrando o jejum de mais de um ano. Mais do que isso, o campeão de 2015 garante efetivamente uma vaga aos playoffs da NASCAR e tira o trioval da lista de circuitos que ainda não tinha triunfos. Agora, somente Charlotte ainda não viu uma vitória de Busch valendo pontos, já que neste ano ele venceu na All-Star Race.

            Kevin Harvick terminou em segundo, Martin Truex Jr. em terceiro, Denny Hamlin em quarto e Brad Keselowski foram os cinco primeiros.

            O heptacampeão, Jimmie Johnson, que na primeira visita da NASCAR em Pocono teve um forte acidente por falha nos freios, foi para o muro novamente, após toque de seu companheiro de equipe, Kasey Kahne.

            Com este resultado, restam apenas três vagas para os playoffs para a entrada por pontos, já que o triunfo de Joey Logano em Richmond não servirá para efeito de classificação, por estar com a suspensão traseira irregular.

 

TOP TEN da Pocono II

Pos.    Piloto                                     Carro

  1        Kyle Busch                             Toyota Camry #18

  2        Kevin Harvick                        Ford Fusion #4

  3        Martin Truex Jr.                     Toyota Camry #78

  4        Denny Hamlin                       Toyota Camry #11

  5        Brad Keselowski                    Ford Fusion #2          

  6        Clint Bowyer                          Ford Fusion #14

  7        Daniel Suarez                        Toyota Camry #19

  8        Erik Jones                              Toyota Camry #77

  9        Matt Kenseth                          Toyota Camry #20

10        Chase Elliott                           Chevrolet Camaro SS #24

 

            Nessa etapa de Pocono, a Toyota colocou 6 Camrys no TOP TEN, seguido pelos Fusion (3) e somente 1 Camaro. A Toyota demonstrou supremacia na etapa, mas foi um fato inusitado, se considerado as estatísticas das provas passadas.

            A próxima etapa da NASCAR Cup será domingo em Watkins Glen, o segundo e último circuito misto da temporada 2017.


Mercado automobilístico: lançamentos da semana

            A Volkswagen deverá apresentar o novo Polo em “prestações”, como diz o dito popular: primeiro deverá apresentar o carro com seu novo design, que segue o adotado na Europa, e numa segunda oportunidade, apresentará suas motorizações.

            A nova geração do Polo parece que foi tirada de outros dois modelos: Fox e Golf. A dianteira lembra muito o hatch compacto e a traseira, o Golf.

            Já seus motores, a marca anunciou que disponibilizará o 1.0 de 3 cilindros, turbo, que já equipa o Up! e Golf, mas com nova calibração e outras alterações que deverá gerar até 128cv e um 1.6 aspirado, que deverá gerar até 120cv, ambos flex.

            As versões mais baratas do novo Polo deverão ser equipadas com o motor 1.0 3 cilindros, aspirado. As versões mais potentes terão opção de câmbio automático e todas terão câmbio de 6 marchas, manual.

            A GM apresentou a linha 2018 da sua pick-up média S10. A grande novidade ficou para uma significativa melhora nas respostas nas retomadas do motor a diesel.

            Outra novidade é a adoção da tecnologia CPA, que são amortecedores centrífugos pendular, que segundo a marca deverá amenizar,.e muito, as vibrações e reduzir os ruídos, principalmente nas versões a diesel. Outra função importante do sistema CPA é o acoplamento antecipado da transmissão, reduzindo trancos e melhorando a eficiência de torque.

            O motor 2.8 turbodiesel de 200cv ganhou uma atualização, mas vale lembrar que o CPA só equipa os modelos com câmbio automático. Modelos com câmbio manual não terão esse sistema nem como opcional.

            O EcoSport 2018 está totalmente novo. Todo reestilizado e equipado com novos motores, câmbio e equipamentos, a Ford aposta na retomada do primeiro lugar na preferência dos consumidores.

            A versão de entrada é a SE, equipada com o novo e inédito motor 1.5 de 3 cilindros, flex, de até 137cv e câmbio manual de 5 marchas. Seu preço é de R$ 73.990,00.

            Já a versão topo de linha, Titanium, vem equipada somente com o motor 2.0 e injeção direta de combustível, de até 176cv e câmbio automático. Mesma mecânica utilizada pelo Focus.

            A Titanium sai por R$ 93.990,00 e vem recheada de mimos, como rodas aro 17”, chave com sensor presencial, start/stop da ignição por botão. No mais, todas as versões do jipinho da Ford vem equipados de série controles de tração e estabilidade, direção hidráulica, conjunto elétrico, ABS e airbags.

 

História da Indústria Automotiva Brasileira – Alfa Romeo 2300

A Alfa Romeo 2300 foi um modelo automóvel sedan de 4 portas e 5 lugares, produzido pela Fábrica Nacional de Motores (FNM) e, posteriormente, pela FIAT sob licença da Alfa Romeo italiana.

A História

Em 1967, a Alfa Romeo Brasil adquiriu o controle da estatal FNM, e entre os anos de 1974 a 1986 fabricou no Brasil seu modelo de luxo. Em 1987, a Alfa Romeo passou a ser controlada pela FIAT. Foi o único Alfa Romeo produzido fora da Itália. Foi o mais moderno carro produzido no Brasil na década de 70, sendo vendido até metade dos anos 80. Possuía câmbio 5 marchas, motor de 2300cc, 4 cilindros em linha com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), freio a disco nas quatro rodas e comando de embreagem hidráulico, algo impensável no Brasil naquela época e ainda hoje só presente nos modelos top de luxo.

Nas versões 2300 B (1975), 2300 Rio (1978), 2300 Ti (1978) e 2300 Ti 4 (1985), o motor é alimentado por dois carburadores Solex 40 ADDHE horizontais, rendendo 149 cv, permitindo o alcance de 174km/h de velocidade máxima, igualando aos motores V8 americanos. Veículo confortável com pretensões esportivas, transmitia a imagem de segurança por oferecer cintos de segurança de três pontos para motoristas e passageiros e freios a disco. Oferecia como itens de fábrica painel completo (conta-giros, voltímetro, barômetro, sensor de desgaste das pastilhas de freio), banco traseiro bi-partido, encostos de cabeça para motorista e passageiros, ar condicionado, direção hidráulica progressiva e comandos elétricos das travas, vidros, retrovisores e porta-malas (a partir de 1983). Também possuía abertura elétrica do tanque de combustível, que comportava 100 litros, fornecendo boa autonomia quando os postos fechavam em feriados e finais de semana.

A Origem

O projeto Alfa 2300 nasceu na Itália, batizado de projeto 102/12. O modelo ficou pronto em 1971, sendo enviado ao Brasil para testes em 1972. Foi projetado inteiramente na Itália, especificamente para o mercado brasileiro, vendido sob o slogan "O importado fabricado no Brasil", também sendo o único Alfa Romeo fabricado fora da Italia (África do SulPortugal e Paraguai eram CKD). Na época estudava-se a adoção de motores 4 e 6 cilindros em linha e V6, tendo alguns modelos testados com essas motorizações, mas devido a crise mundial do petróleo nos anos 70 e do governo militar brasileiro, as dificuldades de importação forçaram a fábrica adotar o motor 4 cilindros, oriundo do Alfa 1900, retrabalhado para deslocar 2310cc, acoplado a uma transmissão de cinco marchas vindo da série 105. Foram trazidos alguns equipamentos da fábrica de Portello, desativada pouco tempo antes. A nova fábrica da recém nascida série 105, havia sido inaugurada em Arese, onde hoje funciona o Museu da marca.

Curiosidade

A Autodelta fez sob o motor da 2300 o primeiro Twin spark, que passaria depois a ser adotado pela Alfa Romeo em modelos futuros, como a 145 e 156. Muitas peças da Alfa Romeo 2300 e as Alfa Romeo séries 105 são recambiáveis entre si.

Dados Técnicos

Modelo

Motor

Potência Máxima

Torque Máximo

Alimentação

Aceleração 0–100 km/h

Velocidade Máxima

Fonte

2300 B (1975)

2.310 cc I4

103 kW (140 CV) a 5700 rpm

214 Nm (158 lb·ft) a 3,500 rpm

1 Carburador duplo

 

163 km/h

 

2300 Rio (1978)

2.310 cc I4

96,4 kW (132 CV DIN) a  5500 rpm

196 Nm (20 mkgf) a 3000 rpm

2 Carburadores duplos

11,0 segundos

188 km/h

 

2300 Ti (1978)

2.310 cc I4

110 kW (149 CV SAE) a 5700 rpm

235 Nm (173 lb·ft) a 3,500 rpm

2 Carburadores duplos

14,0 segundos

174 km/h

 

2300 Ti 4 (1985)

2.310 cc I4

120kW/149CV (SAE) a 5700 rpm

95,7kW/130CV (DIN) a 5500 rpm

235 Nm/173/lbft (SAE) a  3,500rpm

183 Nm/19mkgf (DIN) a 4000rpm

2 Carburadores duplos

11,0 segundos

188 km/h

Revista quatro rodas

 

Fonte: Wikipedia

 

Volta Rápida

- Em Hungaroring a Ferrari deu um grande passo rumo ao campeonato de construtores. Com Vettel e Raikkonen no pódio, a Ferrari ultrapassa a Mercedes no mundial e Vettel amplia sua vantagem sobre Hamilton.

Agora, em Imola as coisas podem se inverter, já que a pista italiana, uma das casas da Ferrari e onde em 01/05/1994 Ayrton Senna perdeu a vida na famosa curva Tamburello, favorece os carros da Mercedes pois é larga e possui bons pontos de ultrapassagem. A menos que a Ferrari consiga atualizar seu carro para ser competitivo em Imola, a Mercedes poderá virar o jogo. É esperar para ver.

- Felipe Massa sofreu muito no final de semana. E desta vez não foi com sua Willians e sim com uma labirintite provocada por um vírus. Massa assistiu à corrida de sua casa em Mônaco e foi substituído por Paul di Resta, que abandonou a prova a 2 voltas do final.

Massa passou por uma bateria de exames, onde ficou comprovada a moléstia e passará as férias se recuperando.

Realmente 2017 não vem sendo um bom ano para Felipe, que em entrevista já sinalizou que se não estiver no grid da F-1 em 2018 seu destino poderá ser a Fórmula E, onde no domingo Lucas di Grassi sagrou-se campeão da temporada 2016/2017.

- A entrevista de Massa citando uma possível ida para a F-E pode ser um indício de que está quase tudo certo para sua transferência pois em 2016 ele testou na categoria e gostou muito do carro. Ou pode soar como um recado à Willians de que se ele está sendo útil, que converse para a renovação de seu contrato.

Dificil imaginar a Willians sem Massa, com um Lance Stroll que parecia estar decolando depois do pódio mas regrediu a olhos vistos na pista, sendo que terminou na P14 na Hungria. Outro piloto, por mais experiente que seja não deverá ter paciência com Stroll como Felipe Massa vem tendo.

Mais um problema para Claire Willians resolver.

- Para quem pensa que nas férias as equipes da F-1 trabalham nos carros, estão enganados. Durante todas as férias, todas as equipes são vigiadas e por força do regulamento não podem executar nenhuma atividade nos carros. Somente a equipe de projetos podem trabalhar, desde que sejam nos computadores.

Até a fabricação de componentes de reposição como assoalhos e peças aerodinâmicas não podem ocorrer. Somente após o retorno das férias.

- Fernando Alonso “anunciou” suas férias de maneira inusitada: após o excelente P6 na Hungria, o espanhol se despediu da primeira parte da temporada sentado a uma cadeira de praia, de bermuda e camiseta. Uma forma bem humorada em se despedir das piores etapas já vividas por ele.

E para apimentar a volta às pistas, Alonso citou de que a McLaren voltará forte após as férias e que, se a Honda não der conta do recado, poderá haver nova troca de fabricante dos propulsores.

- Falando em McLaren, rumores no paddock apontam a Renault como fornecedora de motores para a equipe em 2018. A única condição para isso é que a versão tem que ser a mesma fornecida para a Red Bull.

- Aston Martin vem pensando em criar um projeto para desenvolvimento de um propulsor para a F-1. A Ford também pensa em voltar, com sua divisão Cosworth mas, tanto Aston Martin quando Ford estão fazendo contas pois desenvolver os propulsores para a F-1, que são híbridos, custa muito mais que o desenvolvimento de motores a combustão, como os usados na NASCAR e IndyCar.

 

Fale conosco, estamos esperando sua sugestão sobre matérias, críticas e comentários. Você, amigo leitor, é nosso principal combustível. Esta coluna é feita para você. Nosso e-mail à sua disposição 24 horas, 7 dias por semana é motor14news@gmail.com.

Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

 

Max (Verstappen) deveria ser punido pela equipe também. Ele não tem noção de o que é trabalhar em equipe nem respeitar seu companheiro.” Daniel Ricciardo sobre seu companheiro de Red Bull, Max Verstappen, que o tirou da prova logo na largada.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 49 anos, é jornalista especializado em automobilismo, administrador de empresas, escritor, piloto profissional e motociclista. Pai do Thiago Augusto, Luís Guilherme e Giovanna.

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)

colunistas

POWER RACING NEWS 12/12/2017 09:03
REINALDO FILHO 05/12/2017 10:15
POWER RACING NEWS 28/11/2017 08:53
POWER RACING NEWS 21/11/2017 08:31
REINALDO FILHO 07/11/2017 09:16
POWER RACING NEWS 31/10/2017 09:55
POWER RACING NEWS 23/10/2017 22:14
POWER RACING NEWS 17/10/2017 08:45
POWER RACING NEWS 10/10/2017 09:14
POWER RACING NEWS 02/10/2017 20:45
POWER RACING NEWS 19/09/2017 09:01
POWER RACING NEWS 12/09/2017 08:41
POWER RACING NEWS 05/09/2017 10:09
POWER RACING NEWS 29/08/2017 10:33
POWER RACING NEWS 22/08/2017 09:24
POWER RACING NEWS 08/08/2017 08:24
POWER RACING NEWS 25/07/2017 09:29
POWER RACING NEWS 17/07/2017 22:06
POWER RACING NEWS 11/07/2017 08:52
POWER RACING NEWS 04/07/2017 10:42
Colunista 123