REINALDO FILHO 04/09/2018 12:57

Fórmula 1, Fórmula Indy e Nascar CUP e Volta Rápida. É a Power Racing voltando das férias

Lewis Hamilton vence em Monza e aumenta sua diferença para Vettel

O desempenho e a  classificação de Raikkonen e Vettel levava a crer que a Ferrari teria um grande domingo em casa, mas não foi o que aconteceu em Monza. Lewis Hamilton jogou água no vinho italiano e venceu pela 68ª vez na carreira.

Tudo começou com o toque entre o líder e vice-líder logo na primeira volta, com Sebastian Vettel levando a pior e sendo obrigado a parar nos boxes para a troca do bico.

Hamilton acabou tendo que brigar "apenas" com Kimi Raikkonen, mas teve a ajuda de Valtteri Bottas, que segurou seu compatriota, após o inglês se ver a mais de cinco segundos do rival da Ferrari quando saiu dos pits. Ficando na pista até quando podia, Bottas devolveu a liderança a Kimi, mas com o atual campeão apenas um segundo atrás.

Com problemas de bolhas nos pneus, Hamilton não teve grandes dificuldades ao superar Raikkonen faltando nove voltas para o fim.

Bottas ainda conseguiria um lugar ao pódio depois da punição a Verstappen, por ter se chocado com o piloto da Mercedes e os comissários entendendo que o holandês teve culpa. O piloto da Red Bull foi punido em cinco segundos e acabou em quinto.

Vettel, que teve que fazer uma corrida de recuperação, herdou o quarto lugar e diminuiu os grandes danos na classificação do campeonato. 

Na largada, Kimi Raikkonen pulou à frente, com Vettel e Hamilton brigando pela segunda posição. Ainda na primeira volta os dois se tocaram, mas o alemão levou a pior, rodando e tendo a asa dianteira danificada.

O safety car foi acionado pelo acidente envolvendo Hartley, que foi tocado por Ericsson e o piloto da Ferrari foi aos boxes para trocar o bico. Verstappen era o terceiro.

Na relargada, Hamilton superou Raikkonen pela liderança, mas o finlandês deu o troco e uma linda manobra, levando os torcedores à loucura. Logo depois, Magnussen e Pérez se tocaram, com o dinamarquês levando a pior e caindo para a última colocação.

Ao final da 10ª volta, Vettel escalava o pelotão e já ocupava a 11ª posição. Ao mesmo tempo, Fernando Alonso abandonava.

No volta 19, a briga entre Verstappen e Bottas pelo terceiro posto se intensificava, com o holandês cortando a chicane para manter a posição. Enquanto isso, Vettel superava Sainz pela sétima colocação.

Kimi fez sua primeira parada na 21ª volta, calçando pneus macios. Hamilton acelerava para tentar fazer seu pit stop e sair na frente do finlandês.

Na 24ª volta, o motor Renault de Daniel Ricciardo explodiu, mas as bandeiras amarelas foram apenas locais, sem a necessidade da entrada do carro de segurança.

Hamilton fez sua parada na 29ª volta e saiu com mais de cinco segundos atrás de Raikkonen. A Mercedes matinha Bottas na pista, na tentativa de fazer com que Kimi perdesse tempo atrás

de seu compatriota.

E foi o que aconteceu. Bottas segurou o piloto da Ferrari, o que deu nova chance de ataque de Hamilton, antes de fazer sua parada na 37ª volta.

Bottas tentou passar por Verstappen e os dois se chocaram, com o finlandês sendo obrigado a cortar a primeira chicane, faltando 10 para o final. O holandês foi punido em cinco segundos.

Enquanto isso, a batalha entre Raikkonen e Hamilton pela ponta era insana e Hamilton assumia a liderança faltando nove voltas para o fim. Com pneus apresentando bolhas, o piloto da Ferrari não teve condições de acompanhar o rival da Mercedes.

Hamilton acabou cruzando a linha de chegada em primeiro com quase 10 segundos de vantagem, seguido de Raikkonen e Bottas. Vettel foi o quarto colocado e Verstappen, punido, finalizou em quinto.

TOP TEN em Monza

Pos.     Piloto                                      Equipe

  1        Lewis Hamilton                      Mercedes

  2        Kimi Raikkonen                     Ferrari

  3        Valtteri Bottas                         Mercedes

  4        Sebastien Vettel                     Ferrari

  5        Max Verstappen                    Red Bull Renault

  6        Romain Grosjean                   Haas Ferrari

  7        Esteban Ocon                        Racing Point Force India Mercedes

  8        Sergio Perez                          Racing Point Force India Mercedes

  9        Carlos Sainz Jr.                     Renault

10        Lance Stroll                            Willians Mercedes

  A Fórmula 1 volta com o GP de Cingapura no dia 16 de setembro.

 

Sato vence em Portland após largar em 20º; Fittipaldi é 9º mas Dixon sai como grande vencedor da etapa, depois de se envolver em acidente no início e chegar à frente de Rossi e Power

Estratégia. Esta foi a palavra que reinou para definir o vencedor da etapa de Portland da Indy neste domingo. Se aproveitando da sequência de bandeiras amarelas e de decisões erradas de pilotos como Alexander Rossi e Josef Newgarden, o japonês Takuma Sato foi o grande nome da prova.

Sato apareceu na frente no terço final da corrida, segurou o ímpeto de Ryan Hunter-Reay nos giros finais e conseguiu triunfar pela terceira vez na carreira. Sebastien Bourdais foi o terceiro colocado, completando o pódio.

O líder do campeonato, Scott Dixon, terminou em quinto, posição não imaginada no início da corrida. Um acidente envolvendo cinco carros, e que ele era um dos envolvidos, quase o tirou da briga.

Mas aos poucos o neozelandês se recuperou e conseguiu chegar à frente de Rossi, que foi o oitavo, e Power, que teve problemas e foi o 21º.

Pietro Fittipaldi foi o brasileiro melhor colocado, finalizando em nono. Tony kanaan foi o 11º e Maheus Leist o 14º.

Com os resultados, faltando apenas uma corrida, Dixon manteve a liderança, com 598 pontos. Rossi tem 29 a menos e a dupla da Penske, Power e Newgarden, tem 87 a menos.

A etapa de Sonoma, no dia 16 de setembro, terá pontuação dobrada.

Logo na largada, um toque envolvendo James Hichcliffe e Zach Veach acabou atingindo Scott Dixon, Ed Jones, Graham Rahal e Marco Andretti que acabou com seu carro com as quatro rodas no ar e, obviamente, trouxe a primeira bandeira amarela da prova.

Na relargada, Power manteve a liderança, mas por pouco tempo, já que o piloto da Penske enfrentava problemas de câmbio nas primeiras curvas, caindo para a 12ª posição. Alexander Rossi assumia a ponta, seguido de Hunter-Reay e Newgarden. Kanaan era o melhor brasileiro do início da corrida, na 11ª posição, Matheus Leist era o 13º e Pietro Fittipaldi, o 14º.

Mesmo envolvido no acidente inicial, Dixon tentava fazer uma corrida de recuperação, na 15ª posição, na 20ª volta.

Rossi dava indicações de que partiria para uma estratégia de três paradas, fazendo seu primeiro pit stop na 29ª volta.

Após os ciclos, Rossi voltou à ponta, mas Power foi o último a parar na 37ª volta, o que poderia fazê-lo adotar uma estratégia de dois pits.

Na 43ª volta, Power saiu da pista na curva antes da reta de chegada e foi parar na terra, trazendo nova bandeira amarela. O piloto foi para os pits para tentar retornar.

Na relargada, Rossi permaneceu dominando, à frente de Newgarden, Hunter-Reay, Jordan King e Zach Veach. Leist era o sexto, Kanaan o oitavo e Fittipaldi, o 14º.

Na abertura da volta 49, Newgarden ultrapassou Rossi e King fez o mesmo sobre Hunter-Reay pelo terceiro posto.

Nova bandeira amarela foi acionada quando Zach Veach foi para a terra, em posição parecida com o acidente de Power. Antes do recomeço, os líderes aproveitaram para novo pit stop.

A relargada foi dada na volta 61, com a liderança de Hunter-Reay, seguido de Takuma Sato, Sebastien Bourdais e Dixon, que não fizeram a parada durante a amarela.

Santino Ferrucci parou na pista e os pilotos que estavam na liderança no stint anterior aproveitaram para fazer o último pit stop. Em seguida, a direção de prova decidiu acionar a bandeira amarela.

Faltando 25 para o fim, a corrida voltou a acontecer sob bandeira verde, com Chilton na frente, seguido de Sato, Hunter-Reay, Bourdais e Dixon. Newgarden era o 10 e Rossi ocupava a 11ª colocação.

Restando 20 voltas, Chilton foi para os pits e Sato herdava a ponta. Todos dali em diante estavam na mesma situação de combustível. O japonês aproveitou as bandeiras amarelas para aparecer na briga.

Nas voltas finais, Hunter-Reay não conseguiu ultrapassar Sato, que venceu pela terceira vez em sua carreira na Indy. Bourdais levou a última posição do pódio. Dixon terminou em quinto. Pietro confirmou o nono lugar, Tony o 11ª e Leist ficou em 14º.

TOP TEN em Portland

Pos.     Piloto                         

  1. Takuma Sato
  2. Ryan Hunter-Reay
  3. Sebastien Bourdais
  4. Spencer Pigot
  5. Scott Dixon
  6. Simon Pagenaud
  7. Charlie Kimball
  8. Alexander Rossi
  9. Pietro Fittipaldi
  10. Josef Newgarden

A Indy retorna em Sonoma, no dia 16 de setembro, na decisão do campeonato.

 

Campeão de 2012 da NASCAR vê domínio de Kyle Larson, mas deu bote no fim e encerrou jejum de 11 meses sem vitória

Pela quarta vez na história a etapa de Darlington da NASCAR contou com carros com pinturas retrô e o vencedor foi um velho conhecido que não visitava o Victory Lane há quase um ano.

Brad Keselowski superou Kyle Larson na última relargada e triunfou pela primeira vez em 2018.

A 25ª vitória do piloto da Penske veio após ver o domínio de Larson durante quase toda a prova, ao vencer os dois primeiros segmentos e liderar 284 das 367 voltas programadas.

O carro #2 conseguiu sair à frente na última relargada, graças ao bom trabalho do time nos boxes e não deu chances ao piloto do #42 assim que a bandeira verde foi acionada.

Ainda deu tempo de Joey Logano conseguir a segunda posição, configurando a dobradinha da Penske. Kevin Harvick e Chase Elliott completaram o top-5.

TOP TEN em Darlington

Pos.     Piloto                                      Carro

  1        Brad Keselowski                    Ford Fusion #2

  2        Joey Logano                          Ford Fusion #22

  3        Kyle Larson                            Chevrolet Camaro ZL #42

  4        Kevin Harvick                        Ford Fusion #4

  5        Chase Elliott                           Chevrolet Camaro ZL #9

  6        Kurt Busch                             Ford Fusion #41

  7        Kyle Busch                             Toyota Camry #18

  8        Erik Jones                              Toyota Camry #20

  9        Jamie McMurray                   Chevrolet Camaro ZL #1

10        Denny Hamlin                        Toyota Camry #11

 

Com os resultados, restam apenas duas vagas para a definição dos 16 classificados aos playoffs. Atualmente, Jimmie Johnson e Alex Bowman estariam classificados, com a etapa de Indianápolis no próximo domingo antes da fase decisiva da NASCAR Cup começar.

 

Volta Rápida

- Já é sabido por todos que Fernando Alonso anunciou sua aposentadoria da F1 no final da temporada mas, como sempre, não se sabe ao certo qual seu destino. O que se sabe, ainda que superficialmente, é que Alonso deverá testar agora em setembro, o carro 2018 da Indy, pela equipe Andretti. McLaren e Andretti estudam uma parceria para que a McLaren entre na Indy em 2019.

Alonso, que este ano também corre pela equipe Toyota no Mundial de Endurance, não sabe se irá renovar o contrato com a equipe para 2019. Mas ele deu uma dica dizendo em entrevista que “seu futuro está quase definido”. Vamos aguardar.

- Um grupo de empresários, liderado pelo pai de Lance Stroll, Lawrence, adquiriu os direitos esportivos da Force India. A equipe, que deverá ter Lance Stroll já em 2018, passou a se chamar Racing Point Force India. Em 2019, será só Racing Point. Com isso, a Willians ficará em situação de perigo pois perderá seu maior investidor.

- A Ferrari tem uma pequena vantagem de potência no momento, e seu desempenho foi impulsionado por uma característica de distribuição de energia que permite acelerar muito melhor nas saídas das curvas.

Essa vantagem de velocidade na fase inicial das retas levou a Mercedes a questionar a legalidade do sistema de bateria dupla da Ferrari no começo deste ano.

Agora, depois de virar a mesa em um emocionante GP da Itália, a Mercedes diz que uma de suas tarefas é entender por que seus carros de repente se equiparam aos rivais apenas um dia depois de serem derrotados na batalha pela pole.

Perguntado se sua equipe tinha uma resposta do porquê não haver nada separando Ferrari e Mercedes em seus perfis de velocidade de corrida, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse: “Não, eu não entendo isso. O padrão de desempenho mudou completamente de ontem para hoje e ainda não tenho uma explicação.”

“Talvez as pessoas espertas que rodeiam Shov [Andrew Shovlin, engenheiro chefe de corrida] saibam, mas acho que só precisamos analisar isso.”

Wolff suspeita que parte da resposta pode vir da Ferrari ser capaz de executar certos modos de motor na classificação que não tem disponíveis na corrida.

"Parece que o desempenho que eles são capazes de implantar em uma volta é talvez algo que eles não podem replicar durante a corrida", disse ele.

"Eu não quero ir mais longe, porque poderia ser lido de outra forma e que estou tentando encontrar desculpas, mas eles certamente tiveram um carro muito, muito bom [no sábado] e um bom carro [no domingo]. Mas nós não vimos Sebastian [Vettel] se apresentar em um carro sem nenhum dano.”

Além da mudança de velocidade, a Mercedes acredita que seu próprio progresso foi um fator que permitiu a luta com a Ferrari uma semana depois de ter sido derrotada na Bélgica.

"Estou muito orgulhoso do trabalho que a equipe fez, todos os caras do motor e os caras do chassi de Spa a Monza", completou Wolff.

“Nós entendemos melhor o carro. Nós entendemos melhor os pneus. Nós adicionamos um pouco de desempenho e, mesmo que o sábado não tenha mostrado isso porque não conseguimos nos classificar na pole, senti que fizemos um bom trabalho nos últimos dois dias. Eu também teria dito isso se ele [Lewis Hamilton] não tivesse vencido."

 

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Parceiro: www.planetavelocidade.com.br

 

Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 50 anos, é jornalista especializado em automobilismo, membro da Irmandade M.C.. Pai do Thiago Augusto, Roberta, Luís Guilherme e Giovanna.

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)

 

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