POWER RACING NEWS 19/09/2017 09:01

Fórmula 1, IndyCar Series, Nascar, novidades da indústria automobilística e Volta Rápida com Reinaldo Filho

Fórmula 1 em Cingapura, IndyCar Series encerra sua temporada em Sonoma, NASCAR Monster Energy Cup em Chicagoland, semana da indústria automobilística, mais um capítulo da “História da Indústria Automobilistica Nacional”, e “Volta Rápida”. 

F-1 em Cigapura com lambança na largada entre Red Bull e Ferrari e vitória tranquila de Hamilton

            Lewis Hamilton conquistou a vitória em um dramático GP de Cingapura, enquanto seu rival no campeonato mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel, se envolveu em um acidente na largada e abandonou.

            O britânico da Mercedes cruzou a linha de chegada 4.5s à frente de Daniel Ricciardo (Red Bull), com seu companheiro de equipe Valtteri Bottas completando o pódio.

Hamilton ampliou sua vantagem no campeonato para 28 pontos sobre Vettel, com Bottas mais 23 pontos atrás em terceiro.

            Choveu antes do início da prova, e os seis primeiros no grid decidiram largar com pneus intermediários; outros, incluindo Nico Hulkenberg e as McLarens de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, optaram por pneus de chuva.

            Kimi Raikkonen arrancou bem de quarta posição e ficou lado a lado com a dupla da primeira fila, Vettel e Max Verstappen, antes da curva 1.

            Vettel se movimentou na tentativa de cobrir a linha interna, espremendo Verstappen, que por sua vez tocou em Raikkonen e o jogou contra Vettel.

            O carro descontrolado de Raikkonen atingiu Verstappen e Alonso na curva 1, provocando o abandono imediato do finlandês e do holandês. Os comissários disseram que o incidente seria investigado após a corrida.

            Vettel continuou na liderança com seu carro danificado, mas perdeu o controle na saída da curva 3 e bateu forte no muro. Depois disso, sua equipe Ferrari o instruiu a abandonar.

            Alonso conseguiu continuar por algum tempo, mas a McLaren perdeu a telemetria do seu carro e ele também abandonou.

            Hamilton herdou a liderança, mas a prova foi neutralizada pelo safety car devido aos destroços.          Na relargada, Hamilton disparou na frente, abrindo 3.5s sobre Ricciardo em uma única volta.

            A chuva parou definitivamente na sexta volta e as condições favoreceram aqueles que estavam com pneus intermediários.

            O safety car entrou novamente quando Daniil Kvyat bateu no final da reta oposta. Vários pilotos, incluindo Ricciardo, aproveitaram a oportunidade para colocar novos intermediários, mas a Mercedes manteve Hamilton e Bottas na pista.

            Quando o safety car saiu no final da 14ª volta, todos estavam com intermediários, exceto Felipe Massa e Pascal Wehrlein. A pista começou a secar e Kevin Magnussen foi o primeiro a colocar os slicks, com Massa seguindo o exemplo.

            Ficou evidente que o circuito já estava seco o suficiente para os slicks, o que deu início a uma série de pit-stops. Ricciardo entrou na volta 29 tentando superar Hamilton. A Mercedes reagiu na passagem subsequente e Hamilton retornou na frente.

            Ele começou a se afastar da Red Bull, construindo uma vantagem de 18.7s sobre Ricciardo antes do safety car entrar pela terceira vez quando Marcus Ericsson bateu na Anderson Bridge.

            Na relargada, Hamilton mais uma vez disparou e rapidamente aumentou sua vantagem para quatro segundos, assegurando sua terceira vitória consecutiva e a sétima da temporada.

            Carlos Sainz (Toro Rosso) terminou em quarto, o melhor resultado de sua carreira até agora, à frente de Sergio Perez (Force India) e Jolyon Palmer (Renault) – que marcou seus primeiros pontos da temporada em sexto.

            Vandoorne, Lance Stroll (Williams), Romain Grosjean (Haas) e Esteban Ocon (Force India) completaram os 10 primeiros.

Grid final em Cingapura:
Pos.    Piloto                                     Equipe

  1        Lewis Hamilton                      Mercedes

  2        Daniel Ricciardo                     Red Bull Renault

  3        Valtteri Bottas                         Mercedes

  4        Carlos Sainz Jr.                     Toro Rosso Renault

  5        Sergio Perez                           Force India Mercedes

  6        Jolyon Palmer                         Renault

  7        Stoffel Vandoorne                  McLaren Honda

  8        Lance Stroll                            Willians Mercedes

  9        Romain Grosjean                   Haas Ferrari

10        Esteban Ocon                         Force India Mercedes

11        Felipe Massa                          Willians Mercedes

12        Pascal Wehrlein                     Sauber Ferrari

Não terminaram a prova:

Piloto                                     Equipe

Kevin Magnussen                  Haas Ferrari

Nico Hulkenberg                    Renault

Marcus Ericsson                    Sauber

Danii Kvyat                            Toro Rosso Renault

Fernando Alonso                    McLaren Honda

Sebastien Vettel                     Ferrari

Kimi Raikkonen                     Ferrari

Max Verstapen                      Red Bull Renault

 

            A F-1 volta a pista em Sepang, Malasia, dia 01 de outubro.

 

NASCAR Monster Energy Cup em Chicagoland disputou a primeira prova do play off com vitória de Truex

            Martin Truex Jr. venceu a primeira corrida do playoff da temporada 2017 da NASCAR Cup após se recuperar de dois erros nos pit-stops em Chicagoland.

            Truex, campeão da temporada regular, liderou 77 das 267 voltas para conquistar um triunfo que consolida sua liderança no playoff e lhe garante uma das vagas para a próxima fase.

            Chase Elliott chegou em segundo, enquanto Kevin Harvick recebeu a bandeirada em terceiro depois de liderar 59 voltas. Denny Hamlin e Kyle Larson completaram os cinco primeiros.

            No primeiro segmento, Truex foi punido por excesso de velocidade nos pits na volta 40, mas ele ainda salvou a 10ª posição. O outro problema ocorreu antes do começo do segundo segmento, quando uma roda solta em sua parada na volta 80 o forçou a entrar novamente.

            Truex retomou a liderança quando restavam 77 voltas, ultrapassando os rivais com relativa facilidade. Após a última relargada, ele ampliou sua vantagem sobre Elliott – que havia ultrapassado Harvick na volta 228 – para mais de sete segundos.

            Os pilotos da Penske, Brad Keselowski e Joey Logano, ficaram em sexto e sétimo, respectivamente, enquanto Jimmie Johnson se manteve discreto em sua recuperação do 14º lugar no grid para o oitavo na bandeirada.

            Matt Kenseth e Jamie McMurray, que se recuperou de uma rodada devido a um toque com Ryan Newman no segundo segmento, fecharam os 10 primeiros.


TOP TEN em Chicagoland
Pos.    Piloto                                     Carro

  1        Martin Truex Jr.                     Toyota Camry #78

  2        Chase Elliot                            Chevrolet Camaro SS #24

  3        Kevin Harvick                        Ford Fusion #14

  4        Denny Hamlin                        Toyota Camry #11

  5        Kyle Larson                            Chevrolet Camaro SS #42

  6        Brad Keselowski                    Ford Fusion #2

  7        Joey Logano                          Ford Fusion #22

  8        Jimmie Johnson                    Chevrolet Camaro SS #48

  9        Matt Kenseth                          Toyota Camry #

10        Jamie McMurray                   Chevrolet Camaro SS #

            Continuando nossa estatística das marcas, nesta etapa houve um certo equilíbrio entre as 3 marcas. Chevrolet colocou 4 carros no TOP TEN, a Toyota e Ford, 3 carros cada.

            A NASCAR disputa em Loundon, no New Hampshire Motor Speedway, a New England 300, segunda prova do play off, dia 25 de setembro.

 

IndyCar Series correu em Sonoma para conhecer seu novo campeão

            Simon Pagenaud venceu a 17ª e última etapa da Fórmula Indy 2017, em Sonoma. Mas todos os holofotes vão para o mais novo campeão da categoria: Josef Newgarden, o segundo colocado na prova que teve pontuação dobrada.

            O norte-americano terminou o ano com 13 pontos de vantagem sobre o francês, seu companheiro na equipe Penske e atual campeão. Newgarden tem seis temporadas na Indy, e Pagenaud venceu pela segunda vez no ano: o novo campeão venceu quatro em seu ano de estreia na Penske!

            Newgarden saiu na pole position e se manteve na frente após a largada, seguido pelos seis outros postulantes ao título: Will Power, Hélio Castroneves (ambos da Penske), Pagenaud, Scott Dixon (Ganassi), Alexander Rossi (Andretti/Herta) e Graham Rahal (Rahal Letterman Lanigan).

            As disputas na pista não eram frequentes, mas Pageanaud fez o diferente, antecipando seu primeiro pit stop para a 11ª volta e fazendo um total de quatro, contra três dos rivais. Assim, ele sempre pode andar bem mais rápido do que todos.

            Restando uma parada para todos, Pagenaud já vinha em terceiro, passou Power na pista e colou em Newgarden. O norte-americano parou pela última vez na 63ª das 85 voltas, e o francês assumiu a liderança em definitivo, mesmo tendo que fazer seu pit uma volta depois.

            Power completou o pódio em terceiro. Dixon ganhou a quarta posição de Castroneves após a última parada. O brasileiro provavelmente fez sua última corrida em tempo integral após 20 anos na Indy.

            Rossi teve problemas mecânicos, e Rahal chegou em sexto. Tony Kanaan, que se despede da Ganassi, foi 16º após ter batido na primeira volta.

 

Mercado automobilístico: lançamentos da semana

            O Salão Internacional de Frankfurt, Alemanha, apresentou tendências para o futuro dos carros e lançamentos que chegarão em breve ao Brasil.

            A Renault apresentou a nova geração do Duster, cujo nome europeu é Dacia. O Duster ganhou novo acabamento interior, e um novo design externo. A marca prevê sua chegada somente para 2019 no Brasil.   

            A marca apresentou também a nova geração do Mégane RS, totalmente produzido pela divisão esportiva da Renault, a Renault Sport (RS). Apresentado pelo piloto da F-1 da equipe Renault, Nico Hulkenberg, o modelo trocou seu 2.0 aspirado por um novo motor 1.8 turbo, que entrega 280cv de potência. A RS disponibilizou duas opções de câmbio, manual ou automatizado, ambos com 6 marchas. Pena esse modelo não estar nos planos da Renault em traze-lo ao Brasil.

            A VW mostrou seu I.D. Crozz, o carro conceito elétrico da marca. A apresentação foi feita pelo presidente mundial da VW. A princípio, o modelo será um SUV com “jeito de cupê” e deverá chegar ao mercado mundial em 2020.

            Outra novidade é o A8 da Audi. Classificado com nível 3 de economia, o modelo tem, entre outros itens de série, autocomando a 60 km/h em estradas com barreiras física e direcionamento entre pistas.

            A Bugatti levou ao Salão seu novo modelo esportivo, Chiron. Equipado com um motor W16 quadriturbo a gasolina, que gera brutais 1500cv de potência, faz esse superesportivo chegar de 0 a 200km/h em 4,2 seg, e 0 a 100 em 2,1 seg. Recordista em velocidade entre os carros em produção.

            A Honda apresentou seu conceito “retrô” Urban EV, carro elétrico cujo sistema permite que toda energia não usada das baterias ou possa ser devolvida à casa do seu dono ou vendida à concessionária fornecedora de energia.

            Acho que no Brasil não dará muito certo, pois aqui só falta tarifar o ar que respiramos.

            O Peugeot 208 ganhou a versão Urbantech. Tratada ainda como série especial, vem equipada com o novo câmbio automático de 6 marchas, visual mais esportivo e novos acessórios. Seu preço será de R$ 74.490,00, R$ 4.000,00 acima da versão Griffe, topo de linha do modelo.

            A marca não divulgou quantas unidades serão fabricadas, por quanto tempo e se há uma possibilidade de a versão se tornar de série.

           

História da Indústria Automobilística Nacional – DKW-VEMAG

         A DKW é uma marca histórica de automóveis e de motocicletas, associada em todo o mundo a motores com ciclo de dois tempos, que teve seus automóveis fabricados sob licença no Brasil pela Vemag entre 1956 e 1967.

            Aqui, a marca ficou conhecida popularmente como “DKV”. A DKW foi uma fábrica alemã fundada em 1916 pelo engenheiro dinamarquês Jorgen Skafte Rasmussen.

            Em 1932, com a Grande Depressão, se uniu por sugestão do Saxon National Bank a outras três fábricas, a Audi, a Horch e a Wanderer, para formar a Auto Union.      Em 1938, o grupo ganhou a participação da NSU.

            Em 1957, a Auto Union foi adquirida pela Daimler-Benz e, em 1964, pela Volkswagen, passando então a ser denominada Audi.

            A sigla DKW significava inicialmente "Dampf-Kraft-Wagen", carro de força a vapor, já que os primeiros produtos oferecidos pela empresa foram pequenos motores a vapor. Com o tempo, a empresa passou a oferecer motores a gasolina com ciclo de dois tempos, mas a denominação DKW foi mantida.

            Esses primeiros modelos de motor de dois tempos foram adaptados para brinquedos e foram denominados "Des Knaben Wunsch", o desejo do menino.

            Outra versão foi adaptada para motocicletas e denominada "Das Kleine Wunder", a pequena maravilha.

            Esta última denominação permaneceu ao longo do tempo e apareceu em vários textos promocionais da marca em todo o mundo.

            A DKW utilizava como símbolo o brasão mostrado na figura à esquerda, com um tom vibrante de verde como cor associada à marca.

            A Auto Union adotou como símbolo quatro argolas entrelaçadas, representando as quatro empresas que se uniram no início dos anos 30. A argola mais à esquerda representa a Audi, a segunda representa a DKW, a terceira a Horch e a última, mais a direita, representa a Wanderer.

            Quando a DKW passou a fazer parte da Auto Union, seus símbolos sempre apareceram juntos.

            Atualmente, milhares de saudosistas por todo o mundo colecionam motocicletas e automóveis fabricados pela DKW, que foi um marco na história automobilística.

            Alguns modelos DKW foram produzidos pela Vemag no Brasil, Veículos e Máquinas Agrícolas S.A., foi uma fábrica brasileira de automóveis que teve seu auge no final dos anos 50 e início dos 60, quando produziu sob licença os veículos da fábrica alemã DKW (integrante da Auto Union, atualmente Audi).

            A Vemag também montou, inicialmente pelo sistema SKD e depois pelo sistema CKD, caminhões e automóveis de origem norte-americana.

            Os modelos produzidos pela Vemag no Brasil, com mecânica DKW, foram o sedã Belcar, a camioneta Vemaguet e suas derivadas "populares", a Caiçara e a Pracinha (que não possuímos dados históricos e especificações técnicas), o jipe Candango e o cupê Fissore, totalizando pouco mais de 115.000 unidades ao longo de onze anos.

            Foi produzido ainda um protótipo único para estabelecer recordes de velocidade, o Carcará, cujo recorde de velocidade para motores com 1000cc, de 1966, permaneceu imbatível até o século XXI.

            Recentemente, um projeto de entusiastas (batizado de Projeto Carcará II) viabilizou a construção de duas réplicas do Carcará, uma delas para ser exibida no Museu do Automobilismo Brasileiro e a outra para tentar estabelecer novo recorde de velocidade para motores de 1000cc.

            Aproveitando a mecânica DKW, simples e robusta, também foram montados alguns modelos esportivos, dos quais o Puma GT (conhecido como Puma DKW) teve produção mais numerosa e acabou resultando nos modelos Puma com mecânica Volkswagen, produzidos até o início dos anos 90.

            O Puma DKW é um derivado do Malzoni GT, que fora originalmente idealizado para pistas de corrida e que também tinha uma versão de passeio.

Na Europa, a Volkswagen assumira o controle acionário da Auto Union em 1965, transformando-a em Audi. No Brasil, a Volkswagen adquiriu a Vemag em setembro de 1967, encerrando suas atividades em dezembro, contrariamente ao que fora anunciado e utilizando os pavilhões da fábrica para a produção da VW Kombi.

            Inicialmente, a Vemag montava uma camioneta derivada da F91 e, em seguida, passou a fabricar sob licença um sedã e uma camioneta baseados na família F94. O sedã era denominado inicialmente como "Grande DKW-Vemag" e a partir de 1961 passou a ser conhecido como Belcar. A camioneta era conhecida como "Camioneta DKW-Vemag" ou "Perua DKW-Vemag" e a partir de 1961 passou a ser conhecida como Vemaguet, que teve duas versões populares: a Caiçara e a Pracinha, financiadas pela Caixa Econômica Federal. Também foi lançado no Brasil uma versão do jipe Munga, denominado como Candango, e um cupê idealizado pelos Fissore, da Itália.

            O motor de dois tempos e três cilindros em linha da DKW também foi utilizado na produção dos modelos esportivos Malzoni e Puma GT DKW e no protótipo Carcará.

            Os modelos da DKW, foram efetivamente o segundo automóvel de fabricação brasileira (o primeiro, fora lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi Isetta), o DKW-Vemag obteve, no entanto, o primeiro certificado de aprovação de produção expedido pelo GEIA, o Grupo Executivo da Indústria Automobilística, órgão executivo criado pelo governo de Juscelino Kubitschek para estimular a produção automobilística no Brasil. Este certificado garantiu à Vemag incentivos para a produção dos veículos da marca no País e o fato do Romi Isetta ter apenas uma porta foi ponto decisivo para sua permissão.

              DKW-Vemag Belcar, é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967. Foram produzidas 51072 unidades.[1] Era derivado do sedã DKW F94, e, em seu tempo, foi saudado por oferecer boa estabilidade, conforto interno e espaço para até seis passageiros, além de uma mecânica bastante robusta e apropriada às precárias estradas brasileiras.

            Inicialmente era conhecido simplesmente como "Grande DKW-Vemag", recebendo a denominação de Belcar, de "beautiful car", apenas em 1961. Foi lançado em 1958, juntamente com a reestilização da "perua DKW-Vemag", alcançando ambos pouco mais de 50% de nacionalização em peso, na esteira das atividades do GEIA, o Grupo Executivo da Indústria Automobilística. Quando sua produção foi encerrada, tinha praticamente todos os seus componentes nacionalizados.

            Era equipado com um motor com ciclo de dois tempos, resfriado a água por termo-sifão (sem bomba de água), três cilindros em linha com 74mm de diâmetro e 76mm de curso, volume de 981 cm³ (1000cc), taxa de compressão de 7,1:1 a 7,3:1, potência de 50CV SAE a 4500rpm, torque de 8,5 kg.m a 2250rpm, com sistema Lubrimat para lubrificação automática.

            Carburador descendente Brosol 40 CIB, com gicleur principal 132,5, gicleur de combustível de marcha lenta g-50, corretor de ar da marcha lenta 1,7, corretor de ar principal 110, gicleur de combustível do afogador 160, corretor de ar do afogador 3,5, venturi 32, emulsionador 46, agulha da bóia 1,5 e parafuso de ajuste da mistura da marcha aberto 3 a 4 meias voltas.

            Umas das características desse motor, é possuir 7 peças móveis, sendo elas, 3 pistões, 3 bielas e 1 virabrequim e não possuir bomba d'água(utiliza sifão). Caixa de câmbio com 4 marchas a frente, todas sincronizadas, uma a ré com roda livre desligável por cabo abaixo do painel.

            Embreagem tipo monodisco a seco, com embreagem semi-automática Saxomat opcional. Folga da embreagem na borboleta de ajuste de aproximadamente 4 mm, não aplicável para a embreagem semi-automática Saxomat.

            A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, que teve dois derivados populares, a Caiçara e a Pracinha, produzidos respectivamente entre 1963 e 1965 e entre 1965 e 1966. Ao total, foram produzidas 55692 unidades (47769 unidades da Vemaguet, 1173 unidades da Caiçara e 6750 unidades da Pracinha).

            Inicialmente era conhecida apenas como "Camioneta DKW-Vemag" ou como "Perua DKW-Vemag", recebendo a denominação de Vemaguet apenas em 1961. Os modelos datados de 1956 a 1957, anteriores portanto à produção da Vemaguet, foram montados pela Vemag sob licença da DKW da Alemanha e eram derivados da perua DKW F91 Universal, enquanto os modelos da Vemaguet eram derivados da família F94.

            Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas "suicidas" (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas "deixa ver" ou "DêChaVê" (como ficou comum no Brasil). Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias. No ano de 1964 as portas foram alteradas para a forma tradicional de abertura, de trás para frente, a favor da segurança.

            Seu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

            O Candango é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1963. Foram produzidas 5607 unidades, mas algumas fontes falam em 7868 unidades ou em 4400 unidades.

            O nome foi dado em homenagem aos operários que participaram da construção de Brasília, inaugurada em 1960, chamados de candangos.

            Era derivado do off road alemão Munga, que fora produzido entre outubro de 1956 e dezembro de 1968. O nome Munga foi criado a partir da expressão em alemão: "Mehrzweck Universal Geländewagen mit Allradantrieb", que significa "automóvel de uso universal para qualquer terreno com tração nas quatro rodas".

            O Munga foi vendido para a polícia alemã e para as forças armadas de vários países integrantes da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, além de ter feito sucesso em aplicações ligadas à agricultura e a todo tipo de atividade que exigisse movimentação em estradas de baixa qualidade. O mesmo sucesso foi esperado no Brasil, mas a produção do Candango foi prematuramente encerrada devido principalmente à falta de interesse por parte dos militares. Ao total, foram produzidos cerca de 46.750 exemplares do Munga.

            DKW-Vemag Fissore é um automóvel brasileiro produzido pel Vemag entre 1964 e 1967 pela Vemag entre 1964 e 1967, utilizando chassis e mecânica DKW (representada no Brasil pela Vemag) e carroceria idealizada pela Carrocerias Fissore, da Itália. Representou uma tentativa da Vemag de entrar em um mercado de automóveis mais sofisticados. Foram produzidas uma média que fica entre 2.638 a 2.489 unidades.

            Em seu lançamento, em junho de 1964, era considerado pela imprensa especializada como um automóvel enxuto, prático, de linhas sóbrias e elegantes e que oferece ampla visibilidade ao motorista e seu passageiro. Recentemente, foi lembrado em 2008 durante o lançamento do Fiat Siena, pelas semelhanças de suas linhas e pela localização de faróis e lanternas.

            Conforme a revista Quatro Rodas, o Fissore custava na época de seu lançamento Cr$ 6.950.000, cerca de 25% mais caro que um Belcar.

            A Carrocerias Fissore foi uma fábrica italiana que iniciou suas atividades em 1921, inicialmente dedicada à produção de carrocerias para veículos movidos por força animal, mas que se voltou ainda antes do final dessa década para a produção parcial ou integral de carrocerias para automóveis e caminhões.

            A empresa foi fundada pelos quatro irmãos Fissore: Bernardo, Antônio, Constanzo e Giovanni, na cidade italiana de Savigliano, no Piemonte.

            Nos anos 1930 e 40 a Fissore se dedicou à adaptação de carrocerias para diferentes fins, como ambulâncias, carros fúnebres, veículos de entregas etc. A Fissore teve inclusive grande importância durante o esforço de guerra, preparando e adaptando veículos para os campos de batalha.

            Nos anos 1950 alcançou relativo sucesso com o lançamento dos cupês e spiders das séries 1500 e 1600S. Houve também versões desses modelos com a mecânica fornecida pela fábrica italiana OSCA, fornecedora de componentes para carros de Fórmula Um, que tinha chassis tubular.

            No final dos anos 1950 e início dos 60, a Fissore experimentou seu auge, colaborando com famosas fábricas automotivas na produção de automóveis esportivos e de passeio, como as italianas Maserati e De Tomaso, a suíça Monteverdi, a brasileira Vemag e a japonesa Mitsubishi.

            Em 1962, como parte da parceria com a Vemag, enviava ao Brasil um protótipo de um cupê sofisticado para sua época, que seria montado sobre a robusta mecânica DKW.   O Fissore acabaria sendo comercializado apenas em 1964, entre outros motivos por causa das alterações impostas às linhas de produção.

            Essa parceria teria resultado em uma linha completa de veículos, que chegou a ter finalizado um protótipo de uma Station-Wagon com as mesmas linhas do cupê. Em 1967, entretanto, as atividades da Vemag foram encerradas, já que a Auto Union na Alemanha e a Vemag no Brasil foram adquiridas pela Volkswagen, e a parceria foi finalizada.

            A Fissore projetou carrocerias para serem montadas sobre a mecânica DKW, produzida por montadoras licenciadas pela Auto Union, também para a Argentina e para a Espanha.     Usualmente era utilizado o motor de dois tempos, 980cc e três cilindros que ficou popular no final dos anos 1950 e início dos 60. Na Argentina, o Fissore tinha as formas gerais do Ford Thunderbird, era entretanto menor e tinha um desenho mais "europeu", como o Auto Union 1000SP.

            A crise no setor automobilístico em meados dos anos 1970 quase levou a empresa a encerrar suas atividades em 1976.

            As atividades da empresa foram finalmente encerradas em 1984, após longo período falimentar.

            GT Malzoni foi um automóvel esportivo brasileiro projetado por Rino Malzoni e produzido entre 1964 e 1966, em Dobrada (SP). Idealizado inicialmente apenas para competições, utilizando chassis e mecânica DKW (representada no Brasil pela Vemag) e carroceria em fiberglass, este veículo foi produzido inicialmente em duas versões: uma espartana, para as pistas de corrida, e outra, de passeio, que posteriormente daria origem ao Puma GT (conhecido também como Puma DKW) e à marca Puma. Estima-se que tenham sido produzidos aproximadamente 35 exemplares.

            Os exemplares da versão de passeio e alguns exemplares da versão espartana foram produzidos em fiberglass. Os primeiros modelos entretanto foram produzidos com carroceria metálica. Quando seu projetista, Rino Malzoni, ofereceu um dos primeiros exemplares, ainda metálico, para teste por uma revista especializada, ele foi designado como DKW Vemag GT.

            Infelizmente histórias de outros modelos se perderam no tempo.

Fonte: WIkipédia

 

Volta Rápida

- Fernando Alonso, sempre ele, acredita que com a troca anunciada pela McLaren dos motores Honda para os Renault, já em 2018, ele possa voltar a disputar vitórias na F-1.

A McLaren utilizará as mesmas unidades motrizes que a equipe oficial, Renault, utilizará. Deverá ser a segunda equipe de fábrica da marca e festeja pois a probabilidade de progresso no desenvolvimento das unidades se multiplica por 2.

- A Honda, inclusive, admite que não conseguiu se adaptar nem entender a mecânica do funcionamento dos motores da F-1. Por isso aceitou sem problemas se desligar da McLaren. Seu destino deverá mesmo ser a Sauber. O projeto de ter sua própria equipe na F-1 foi adiado, por ora.

- Jolyon Palmer, filho do magnata das pistas e ex piloto Jonathan Palmer, disse em entrevista que seus empresários conversam com algumas equipes para a temporada de 2018 e uma delas é a Willians. Vale lembrar que Palmer está desempregado pois a Renault já anunciou Carlos Sainz Jr. para seu lugar na equipe. Mas, convenhamos, qualquer piloto hoje do grid da F-1 é melhor que Palmer, um piloto apático e totalmente sem expressão na categoria. Mesmo com seu pai tentando injetar dinheiro em qualquer equipe.

- Robert Kubica que rompeu seu contrato com a Renault, deveria treinar no Willians de 2014 esta semana, no programa criado e mantido por Lawrence Stroll, pai do piloto Lance Stroll. Mas, Stroll Senior se negou a autorizar o treino, dizendo que o programa é para novos pilotos. Na verdade, se Kubica entra na pista e anda melhor que Lance, poderia criar uma crise sem precedentes na equipe.

E terminando, Stroll Senior praticamente obrigou a Willians a renovar com Felipe Massa.

- A lambança ocorrida na largada em Cingapura mostrou o quanto ainda existem pilotos despreparados psicologicamente no grid. A culpa está sendo questionada mas na verdade, Max Verstapen provocou o acidente, que envolveu até Fernando Alonso, que nada tinha ver com o acidente.

Agora, cabe aos comissários tomarem as providências para que isso não mais ocorra.

 

Fale conosco, estamos esperando sua sugestão sobre matérias, críticas e comentários. Você, amigo leitor, é nosso principal combustível. Esta coluna é feita para você. Nosso e-mail à sua disposição 24 horas, 7 dias por semana é motor14news@gmail.com.

 

Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

 

“Acredito que os propulsores Renault nos colocarão novamente no topo da lista da F-1.

             Fernando Alonso, sobre a troca de fornecedores de motores pela McLaren para 2018.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 49 anos, é jornalista especializado em automobilismo, administrador de empresas, escritor, piloto profissional e motociclista. Pai do Thiago Augusto, Luís Guilherme e Giovanna.

 

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)

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