POWER RACING NEWS 27/06/2017 08:25

Fórmula 1, Nascar, IndyCar, lançamentos da semana e Volta Rápida com Reinaldo Filho

Etapa do Baku, Azerbaijão, da Fórmula 1 teve uma briga particular entre Hamilton e Vettel, com direito a pequenas batidas

            O GP do Azerbaijão disputado domingo (25) nas ruas de Baku, teve de tudo. Esse foi certamente o mais agitado da temporada de 2017 até agora. E quem se deu bem com todas as confusões foi Daniel Ricciardo, que venceu a prova mais inacreditável de sua carreira na F1.

            Ricciardo bateu no qualify, no sábado. A Red Bull conseguiu aprontar seu carro para a corrida, onde largou na P10. Com isso, Ricciardo mudou sua estratégia, sendo o primeiro a ir para seu pit e voltar a prova com pneus macios, mais duros que os supermacios e consequentemente mais duráveis. Na mesma hora, Bottas teve um pneu furado e seu companheiro de equipe, Max Verstappen, abandonou a prova com problema de motor. Kimi Raikkonen teve sua Ferrari tocada pelas Force Indias e também teve um pneu estourado. Mais adiante, depois da única bandeira vermelha (prova paralisada para limpeza da pista), Felipe Massa abandonou com a suspensão traseira quebrada, Lewis Hamilton teve problemas em seu protetor de cabeça e Sebastien Vettel pagou uma punição por ter jogado sua Ferrari propositalmente na Mercedes de Hamilton. Com essa punição, Vettel perdeu a chance de vencer sua quinta prova na temporada.

            O outro beneficiado na hecatombe no Azerbaijão foi o canadense Lance Stroll. O companheiro de Felipe Massa conseguiu aos 18 anos chegar ao pódio da F1 em sua oitava prova, no terceiro lugar após ser superado por Valtteri Bottas na reta final.

            Massa, que vinha na P3 na antes da relargada, à frente de Ricciardo e Stroll, fazia sua melhor prova no ano, mas depois da relargada, um amortecedor traseiro apresentou avaria, deixando seu carro completamente instável, obrigando Massa a abandonar a prova.

            Vettel, que poderia vencer, provocou um toque com Hamilton durante um Safety Car e acabou tendo uma penalização de 10 segundos nos pits. Ele ainda voltou à frente de Hamilton, já que o britânico foi obrigado a abdicar de sua liderança devido a um problema em seu protetor de cabeça, que ameaçava se soltar. 

            Vettel foi o quarto com Hamilton em quinto.

A corrida

            Na largada, Hamilton manteve a ponta e foi seguido por Bottas, que era atacado por Raikkonen. O finlandês da Ferrari tentou passar o compatriota por fora na curva 2, mas acabou recebendo o toque da Mercedes e tocou no muro. No entanto, pior para Bottas, que furou seu pneu dianteiro direito e danificou sua asa. Valtteri teve de ir para os pits e ficou uma volta atrás.

            O TOP TEN era Hamilton, Vettel, Perez, Verstappen, Raikkonen, Massa, Ocon, Stroll, Ricciardo e Hulkenberg.

            Ricciardo foi o primeiro a parar ainda nas primeiras voltas, colocando um jogo de pneus macios.

            Na volta 10, Kvyat parou com problemas mecânicos após a curva 10 e não pôde ter o carro retirado da pista pela falta de aberturas no muro. O Safety Car veio à pista no mesmo momento em que Max Verstappen foi obrigado a abandonar a prova com um problema de motor.

            No retorno, Perez atacou Vettel pelo segundo lugar enquanto Massa e Ocon superaram Raikkonen pelo quarto lugar. No entanto, o Safety Car voltou à pista logo em seguida por detritos na pista.

            Ainda antes da relargada, Vettel e Hamilton se tocaram duas vezes. Na saída, Massa passou Perez que acabou sendo atacado por Ocon. As duas Force Indias bateram e se danificaram. Perez foi obrigado a abandonar, com Ocon tendo de trocar o bico. Raikkonen abandonou após furar seu pneu em detritos da Force India.

            Logo em seguida, com 23 voltas, a prova foi parada com bandeira vermelha pelo excesso de detritos na pista.

            Com Raikkonen e Perez conseguindo voltar à corrida, a relargada foi dada 25 minutos depois.

Massa acabou abandonando no retorno após sofrer com uma problema no amortecedor.

            Ricciardo passou Strol e Massa na relargada e foi para terceiro. Hulkenberg também acabou batendo.

            Depois de toda essa confusão, o TOP TEN passou a ser Hamilton, Vettel, Ricciardo, Stroll, Magnussen, Alonso, Ocon, Sainz, Bottas e Grosjean.

           Com a proteção de cabeça de Hamilton ameaçando se soltar, o piloto teve de ir aos boxes por exigência da FIA. Lewis caiu para oitavo, mas Vettel foi punido pelo toque que deu em Hamilton durante o Safety Car e foi obrigado a parar por dez segundo nos boxes.

            Com isso, Ricciardo era o primeiro com Stroll em segundo. Bottas, que estava uma volta atrás, acabou recuperando a desvantagem e passou a ocupar o terceiro lugar. Vettel foi ao quarto posto, com Hamilton fechando o top-5.

            Bottas passou Stroll na última reta.

           A próxima etapa da Fórmula acontece na Áustria, no dia 9 de julho.

TOP TEN final do Azerbaijão:
Pos.    Piloto                                     Equipe

  1        Daniel Ricciardo                    Red Bull Renault

  2        Valtteri Bottas                         Mercedes

  3        Lance Stroll                            Willians Mercedes

  4        Sebastien Vettel                     Ferrari

  5        Lewis Hamilton                      Mercedes

  6        Esteban Ocon                        Force India Mercedes

  7        Kevin Magnussen                  Haas Ferrari

  8        Carlos Sainz Jr.                     Toro Rosso Renault

  9        Fernando Alonso                    McLaren Honda

10        Pascal Wehrlein                     Sauber Mercedes

 

NASCAR Monster Energy Cup em Sonoma, no “Toyota/Save Mart 350”. Emoção de sobra na pista

            A um ano, exatamente na mesma etapa da NASCAR, publiquei o texto abaixo nas redes sociais. Hoje, poderia trocar alguns personagens, porque na pista novamente os pilotos deram um show.

            “Não foi um FORD que venceu hoje a NASCAR SPRINT CUP em Sonoma, um circuito misto, tradicional, projetado e construído na década de 60, com seus 3,2 km de subidas, descidas, curvas traiçoeiras, "zebras" gordas, mas quem venceu essa tão celebrada e tradicional prova foi nada menos que o veterano Tony Stewart. Para os mais novos e os amigos que não o conhecem, Stewart foi vencedor em todas as categorias as quais passou, F1, F-Indy e NASCAR. 

            Hoje, largou lá atrás do pelotão, fez uma corrida limpa, inteligente e faltando 25 voltas para o final, fez seu ultimo pit stop para troca de pneus e reabastecimento com bandeira verde (corrida em andamento), contrariando a todos, pois na NASCAR os pits na sua maioria são feitos em bandeira amarela (corrida com carro de segurança).

            Logo após seu pit, houve uma bandeira amarela e todos foram para suas trocas de pneus e Tony assumiu a liderança. 

            Nas 20 voltas finais, o que pude assistir foi um show de pilotagem do Tony "Smoke" Stewart. Segurou até a última volta a ponta, quando foi superado por Denny Hamlin mas, na última curva, a curva da vitória, o piloto do Toyota 78 "amarelou" e errou a freada, espalhando na curva e com isso Tony, usando de toda sua experiência, fez uma ultrapassagem espetacular a 200 metros da linha de chegada e venceu a prova.

            Dizem que quanto mais velhos ficamos, vamos ficando lentos, sem reflexos, medrosos, mas o que se viu hoje na NASCAR foi um veterano, que é considerado um dos 3 melhores pilotos dos últimos 15 anos da NASCAR, se juntando a Jimmie Johnson e Jeff Gordon, dar uma aula de como se pilotar, de como a experiência, a paciência adquirida com os anos faz a diferença quando se precisa decidir.

             Essa vitória do carro 14, emocionou milhões de torcedores, inclusive a mim, pois sou fã incondicional do Smoke, desde sua passagem na F1. E poucos sabem, mas Tony já correu pela FORD, tanto na F1, quando na Indy e no seu início da NASCAR". 

            Como Sonoma, na Califórnia, foi a primeira prova em circuito misto do ano, o show não poderia ser diferente: Kevin Harvick contou com uma estratégia de combustível perfeita e, finalmente venceu em 2017. Sonoma era uma das 4 pistas onde Harvick nunca havia vencido em sua carreira.

            Foi sua vitória 36 na NASCAR. Seu último P1 foi no Kansas em 2016. Harvick foi campeão da NASCAR na temporada de 2014.

            Clint Bowyer foi P2, a oito segundos atrás de Harvick. Brad Keselowski, que fez uma corrida até as últimas 30 voltas apática, fechou na P3, seguido por Denny Hamlin, P4, e Kyle Busch na P5.

            Martin Truex Jr., que venceu seu 11º primeiro segmento na temporada, abandonou a prova com problemas mecânicos, restando 24 voltas.

            Jimmie Johnson venceu o segundo estágio da corrida, o primeiro do campeonato, mas não teve forças de avançar e foi apenas o 13º.

            Como em 2016, a prova no “mistão” como é considerado pelos pilotos, foi recheada de acidentes, bandeiras amarelas e abandonos. O acidente mais curioso envolveu Danica Patrick e seu namorado Ricky Stenhouse Jr. Danica foi tocada e rodou na curva chamada de “Clips” e, no meio da segunda volta da rodada Stenhouse bateu em Danica, avariando os dois carros. Stenhouse abandonou e Danica conseguiu seguir na prova, terminando na P17.


Confira o TOP TEN de Sonoma:
Pos.    Piloto                                     Carro

  1        Kevin Harvick                        Ford Fusion #4

  2        Clint Bowyer                          Ford Fusion #14

  3        Brad Keselowski                    Ford Fusion #2

  4        Denny Hamlin                        Toyota Camry #11

  5        Kyle Busch                             Toyota Camry #18

  6        Dale Earnhardt Jr                  Chevrolet Camaro SS #88

  7        Kurt Busch                             Ford Fusion #41

  8        Chase Elliott                           Chevrolet Camaro SS #24

  9        Ryan Blaney                          Ford Fusion #21

10        Jamie McMurray                   Chevrolet Camaro SS #1

 

            Sonoma foi um circuito totalmente dominado pelos Ford Fusion. Para nossa estatística, no TOP TEN a Ford “colocou” 5 Fusion, inclusive nas 3 primeiras posições, seguida pelos Chevrolet Camaro SS (3) e Toyota Camry (2). E mais uma curiosidade envolvendo o resultado final da prova: Kevin Harvick (P1), Clint Bowyer (P2) e Kurt Busch (P7), são pilotos da Stewart-Haas Racing, equipe do ex-piloto do carro #14, Tony Stewart, protagonista do show e vencedor da prova de 2016. E agora, a equipe Stewart-Haas, que até 2016 corria com Chevrolet Camaro SS, agora corre com Ford Fusion.    Uma troca acertada, até agora.

            A próxima etapa da NASCAR será novamente em Daytona, no domingo (01), com a prova de 400 milhas.


IndyCar Series na etapa de Road América tem a primeira vitória de Dixon em 2017

            O final de semana apontava a Penske como a grande favorita para a prova em Road America neste domingo (25), mas Scott Dixon, da Chip Ganassi, foi o grande “vilão” da prova. O neozelandês superou os quatro carros do seu principal rival e conquistou a primeira vitória do ano, deixando para trás Josef Newgarden, Helio Castroneves, Simon Pagenaud e Will Power, que finalizaram em segundo, terceiro, quarto e quinto, respectivamente.

            O outro brasileiro da prova, Tony Kanaan, largou em 16º, vinha avançando, mas bateu na barreira da curva 11, já nas voltas finais. 

            A largada em Road America foi limpa, com Helio Castroneves mantendo a liderança.   Newgarden e Power vinham logo atrás e viram o quarto integrante da Penske, Pagenaud, cair para a sexta posição.

            Tony Kanaan ganhou um posto em relação à posição de largada, o 15º lugar.

            Na sexta volta, Scott Dixon pressionava Power pela terceira posição, mas sem sucesso.

            Pouco depois, alguns pilotos começaram a colocar as estratégias em prática, parando nos pits antes das 10 primeiras voltas, incluindo Kanaan.

            Helinho fez sua primeira parada na volta 14, junto com outros dois carros da Penske.    Newgarden foi o único que não fez pit stop naquela altura, indo no giro seguinte.

            Ao final do ciclo, Castroneves permanecia na ponta, com Newgarden o acompanhando de perto.

            Na abertura da 20ª volta, Newgarden ultrapassou Castroneves pela liderança, efetuando a manobra na curva 1. Após a mudança, o dono do carro #2 começou a abrir, deixando o brasileiro segurando o ímpeto de Dixon, que se aproximava.

            Enquanto isso, com estratégia diferente, Kanaan fazia sua segunda parada na 21ª volta.

            Na volta 28, Castroneves fez sua segunda parada, antes de Newgarden, que foi aos pits no giro seguinte.

            Na 29ª volta, Takuma Sato trouxe a primeira bandeira amarela da prova, após batida no muro.

            Na relargada, Dixon assumiu a ponta, ao ultrapassar Newgarden na curva 1. Helinho aproveitou o momento e chegou à segunda posição. Ao mesmo tempo, Hinchcliffe e Power se tocaram, com Hinch levando a pior, saindo da pista, mas sem trazer nova bandeira amarela.

            Helinho entrou pela última vez no giro 42, aparentemente por engano, já que a equipe o havia avisado para ficar mais uma volta na pista.

            Newgarden e Dixon pararam na volta seguinte e Helio voltou em terceiro lugar.

            Faltando 10 giros, Kanaan bateu na curva 11, após fazer manobra em cima de Alexander Rossi, trazendo a segunda bandeira amarela da prova.

            Dixon relargou com Newgarden em seu radar. A briga entre os dois durou até as últimas curvas, com o neozelandês levando a melhor e vencendo pela primeira vez no ano. Castroneves terminou em terceiro.

            A próxima etapa da Indy acontece em Iowa, no dia 9 de julho.

Confira o TOP TEN de Sonoma:
Pos.    Piloto                                     Equipe

  1        Scott Dixon                            Chip Ganassi Racing

  2        Josef Newgarden                  Team Penske

  3        Helio Castroneves                 Team Penske

  4        Simon Pagenaud                   Team Penske

  5        Will Power                              Team Penske

  6        Charlie Kimball                       Chip Ganassi Racing

  7        Ed Jones                                Dale Coyne Racing

  8        Graham Rahal                       Rahal Letterman Lanigan Racing

  9        Max Chilton                            Chip Ganassi Racing

10        Mikhail Aleshin                       Schmidt Peterson Motorsports

 

MotoGP em Assen, Holanda, tem vitória de Valentino Rossi

            Nove vezes campeão do mundo, Valentino Rossi não precisa mais provar a ninguém que é um dos maiores pilotos da história do motociclismo. Quem ainda duvidava, viu o italiano de 38 anos de idade vencer uma corrida apoteótica neste domingo na Holanda.

            Há um ano sem ganhar uma prova, o piloto teve sangue frio para resistir às pressões de Márquez, Zarco e, principalmente, Danilo Petrucci para vencer pela 115ª vez desde o início de sua carreira no mundial, no longínquo ano de 1996.

            A prova foi marcada por uma garoa intermitente na segunda metade da corrida. Alguns pilotos foram para os boxes, mas quem foi acabou sendo prejudicado, já que a chuva de fato nunca veio.

            No fim, Rossi, Petrucci, Márquez e Dovizioso lutavam pela vitória. A Ducati e a Repsol Honda acabaram ficando para trás, lutando pelo último lugar do pódio com Cal Crutchlow. Valentino resistiu aos ataques de Petrucci e venceu pela margem de 0s063.

            Após largar na pole position pela primeira vez, Johann Zarco liderou as primeiras 11 voltas da corrida até ser ultrapassado Valentino Rossi. O francês tentou recuperar a ponta logo em seguida, mas tocou em Rossi e perdeu o segundo lugar para Márquez e o terceiro para Danilo Petrucci.

            Quando iniciou a chuva, o piloto tomou a decisão de ir aos boxes, mas com a garoa se mantendo o piloto da Tech3 não pôde fazer muito. Ele chegou em 14º, após ter sido penalizado com um ride-through por passar no limite de velocidade nos boxes.

            Ex-líder do campeonato, Maverick Viñales acabou caindo enquanto ocupava o quinto posto. Saindo de 11º, o espanhol estava se recuperando até que perdeu a frente de sua moto na segunda perna da última chicane da pista e foi obrigado a abandonar.

            O novo líder do mundial é Andrea Dovizioso da Ducati, que finalizou em quinto. O italiano fez corrida consciente após largar em nono, se beneficiando da queda de Viñales para se tornar o primeiro piloto da Ducati a liderar um campeonato desde Casey Stoner em 2009. Cal Crutchlow foi o quarto.

            A próxima etapa acontece na semana que vem em Sachsenring, na Alemanha.

Confira o TOP TEN de Assen:

Pos.    Piloto                                     Marca

  1           Valentino Rossi                                  Yamaha

  2           Danilo Petrucci                                   Ducati

  3           Marc Marquez                                   Honda

  4           Cal Crutchlow                                    Honda

  5           Andrea Dovizioso                              Ducati

  6           Jack Miller                                           Honda

  7           Karel Abraham                                  Ducati

  8           Loris Baz                                              Ducati

  9           Andrea Iannone                                 Suzuki

10           Aleix Espagaro                                   Aprilia

 

Mercado automobilístico: lançamentos da semana

            Alguns lançamentos agitaram a semana no mundo automobilístico.

            Um deles foi a segunda geração do Peugeot 3008.

            O novo 3008 passou de minivan para SUV. Sua carroceria, totalmente remodelada, tem como pontos altos detalhes como vincos e cromados, faróis totalmente em LED’s e inéditas rodas 19” no modelo.

            Seu interior também ganhou restilização, mantendo o console central, botões inspirados em caças de última geração, e outros mimos para agradar seu público alvo.

            Tendo como única versão, a um valor de R$ 135.990,00, o novo 3008 vem equipado com o motor 1.4, 4 cilindros e 16v, turbo, a gasolina, de 165cv e câmbio automático de 6 marchas. Uma boa combinação que não faz feio quando exigida para mover com agilidade os 1.567kg do carro.

            Mais uma opção cuja relação custo/beneficio poderá ser interessante.

            A Renault atendeu aos apelos do consumidor que quer adquirir o Captur, mas acha que R$ 88.400,00 são salgados para o modelo.

            Com isso, a marca lançou a versão Zen 1.6 com câmbio automático, já que até então essa versão só vinha equipada com câmbio manual. Agora, com R$ 84.900,00 você pode levar para casa um SUV completo, automático, com motor 1.6 de 16v, flex, que anda um pouco mais que seu irmão 2.0, gastando menos. Um excelente custo/beneficio, pois a economia começa com R$ 4.000,00.

            O Fiat Argo, novo carro da marca, ganhou esta semana sua versão 1.0. Usando o mesmo tricilíndrico que equipa Mobi e Uno, que gera até 77cv com Etanol, a aposta da Fiat é ter um Argo econômico e barato.

            Sua versão de entrada, a Drive 1.0, parte de R$ 46.800,00 e conta com ar-condicionado, direção eletroassistida, travas e vidros elétricos dianteiros, airbags frontais e freios ABS.

            Em 80% das encomendas do Argo 1.0, seus futuros proprietários optaram por gastar mais R$ 1.990,00 na compra do kit multimídia de tela de 7”, opcional na versão.

            Ainda se pode comprar retrovisores elétricos, sensor e câmera de ré e um rádio mais simples.

            Nas médias divulgadas pela montadora, o Argo 1.0 fez com gasolina, 14,2 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada, contra 9,9 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com Etanol.

            Vale lembrar que todos os testes são executados em ambiente controlado (autódromos, pistas de testes das fábricas), ou em cidades e estradas cujas topografias não sejam muito íngremes. Um teste em cidades como temos no interior paulista seria de mais valia para registro de eficiência em desempenho e economia dos modelos.

            O Chevrolet Cobalt, modelo mais vendido da marca para taxistas, ganhou novos equipamentos de segurança e na linha 2018.

            O mais interessante deles é a incorporação do sistema Isofix no banco traseiro, que fixa cadeirinhas de crianças diretamente na carroceria do veículo.

            Já outro item de segurança é a lanterna de neblina, colocada no centro do parachoques traseiro, bem abaixo da placa do veículo.  

            Já o motor continua sendo o 1.8, de até 111cv com Etanol, que pode ser equipado com câmbio manual de 5 marchas ou automático de 6 marchas. O motor, apesar de já estar em produção por alguns anos sem nenhuma atualização, ainda possui bom desempenho e uma economia razoável. Por ter uma boa potência, aceita sem muita perda de rendimento o Kit GNV (gás natural veicular).

            Para descontos para taxistas, deve-se consultar diretamente a concessionária de preferência.

            E por falar em GNV, tanto taxistas como o motorista normal, que tem a opção de abastecimento com GNV em sua cidade e quer instalar o Kit em seu carro, existem alguns cuidados que devem ser tomados antes da instalação:

- O Kit GNV deve ser certificado pelo INMETRO, possuindo para isso selo de qualidade e certificação dentro da validade;

- A oficina escolhida precisa ser autorizada da marca do Kit e também certificada pelo INMETRO. Oficinas clandestinas ou não certificadas costumam falsificar selos dos Kits, tornando-os uma bomba relógio;

- Por ser um Kit cuja instalação demanda entre R$ 4.000,00 e R$ 6.000,00, dependendo do modelo do veículo e capacidade do reservatório, a instalação em veículos que rodam menos de 2.000 km/semana ou veículos equipados com motores 1.0 se torna inviável. Vale lembrar que alguns estados brasileiros dão descontos ou até isenção no IPVA quando o carro é convertido para GNV. Mas, carros com GNV devem rodar ao menos 500 km mensais com gasolina ou etanol, para que ocorra a lubrificação de todo sistema de alimentação. Gasolina e etanol possuem agentes lubrificantes. Já o GNV é um gás seco e não possui ação lubrificante;

- Quando da instalação do Kit, é necessário uma análise minunciosa e, em muitas vezes um reforço da suspensão traseira. O reservatório fica localizado na parte traseira do veículo, sobrecarregando a suspensão traseira;

- Manutenções preventivas e trocas de óleo deverão ocorrer na metade do tempo que ocorreriam utilizando-se gasolina ou etanol.

            Ademais, quando se troca de veículo, pode-se tirar o Kit GNV e instala-lo no novo veículo; o GNV tem seu preço/bomba/m³ considerado mais estável que os outros combustíveis; o GNV é menos sujeito a adulterações e, quando se roda muito, a economia pode chegar a 80% se comparada ao etanol e 70% com gasolina.

            O único carro que sai de fábrica equipado com Kit GNV é o Fiat Grand Siena Tetrafuel (R$ 41.382,00, valor do veículo ano 2016).

            Para que compense rodar com GNV, à partir de 34.482 km/h o motorista começa a ter retorno do investimento feito na instalação do Kit.


Volta Rápida

- Lewis Hamilton, depois da bandeirada final, criticou a atitude de Sebastien Vettel, que bateu propositalmente sua Ferrari na Mercedes. “Se Vettel quer mostrar que é homem, que salte do carro e venha cara a cara.”. E completou, “Vettel acabou de perder sua honra”.

E até que enfim começou a temporada da F1.

- Niki Lauda, o “todo poderoso” da Mercedes, diz ironicamente não saber mais se a F1 corre em autódromos ou no Coliseu Romano. Lauda esquece-se da luta travada por temporadas entre ele e James Hunt. Digna de replay, agora com Hamilton e Vettel como protagonistas.

- Felipe Massa era “poucos amigos” depois do abandono no domingo. Não conseguia entender como pode ter uma quebra estando parado no grid. Difícil saber.

- Lance Stroll já está sendo considerado o “herdeiro dos Villeneuve” na F1. O canadense conseguiu seu primeiro pódio no Azerbaijão. Está feliz da vida com isso mas que não adquira excesso de confiança pois um F1 não é um videogame. Pilotar tem que ser feito com responsabilidade, sabedoria e habilidade. Senão a vida do piloto corre risco.

- Maverick Vinäles, começou a etapa de Assen como líder da MotoGP 2017 e teminou a etapa rolando pela área de escape. A garoa fina e intermitente derrubou o piloto da Yamaha Movistar. Até agora está procurando sua moto.

- A Ducati está pondo suas garras de fora. Ainda mais agora que a tradicional marca italiana fabricante de motos de alta performance, e atualmente sob o controle da Volkswagen, através da sua subsidiária Audi, está sendo preterida por outra gigante de duas rodas, Harley-Davidson. A Harley está oferecendo 1,5 bilhão de Euros pela Ducati. Uma bagatela de aproximadamente R$5.550.000,00. Quem pode, compra.

A proposta está sendo analisada pela VW, que dará a resposta nos próximos dias. Outro grupo interessado é o indiano Bajaj, cuja marca está presente em quase toda América latina, menos no Brasil e Argentina. A Bajaj detém 48% da KTM, fabricante europeia de motos de alta performance e motos para fora de estrada.

 

            Fale conosco, estamos esperando sua sugestão sobre matérias, críticas e comentários. Você, amigo leitor, é nosso principal combustível. Esta coluna é feita para você. Nosso e-mail à sua disposição 24 horas, 7 dias por semana é motor14news@gmail.com.

Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

 

“Hoje Vettel perdeu sua honra”.  Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, sobre a atitude anti-esportiva de Sebastien Vettel, da Ferrari, no GP do Azerbaijão.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 48 anos, é jornalista especializado em automobilismo, administrador de empresas, escritor, piloto profissional e motociclista. Pai do Thiago Augusto, Luís Guilherme e Giovanna.

 

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)

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