POWER RACING NEWS 04/07/2017 10:42

Reinaldo Filho fala sobre Nascar, StockCar, MotoGP, Fórmula Truck e as novidades da indústria automobilística

NASCAR Monster Energy Cup em Daytona,  Stock Car na “Corrida do Milhão” em Curitiba, MotoGP em Sachsenring, o melancólico fim da Fórmula Truck 2017, lançamentos da semana da indústria automobilística, e nossa “Volta Rápida”. Power Racing News rasgando a reta.

 

NASCAR Monster Energy Cup em Daytona, no “Coke Zero 400”. Mais emoção e surpresas

            O piloto Ricky Stenhouse Jr, namorado da também piloto Danica Patrick,  venceu na noite deste sábado a “Coke Zero 400”, no Daytona International Speedway, em Daytona, prova válida pela etapa 17 da Monster Energy NASCAR Cup Series em 2017.

            Foi a segunda vitória dele no ano e na categoria.

            O piloto da Roush Fenway Racing assumiu a liderança em definitivo a duas voltas do final, ultrapassando David Ragan após a última relargada. A corrida teve três voltas de prorrogação.

            Ragan caiu para sexto. Clint Bowyer foi o segundo colocado, seguido por Paul Menard, Michal McDowell e Ryan Newman. Bradk Keselowski venceu o primeiro estágio e Matt Kenseth o segundo.

            A corrida teve um recorde de 14 bandeiras amarelas, e uma vermelha. A sete voltas do final, Stenhouse tocou em Kyle Larson, cujo carro saiu do chão: oito carros foram envolvidos.

            O pole Dale Earnhardt Jr., em sua última prova em Daytona como piloto integral da NASCAR CUP, liderou boa parte da prova, mas foi um dos envolvidos no acidente provocado por Kevin Harvick e abandonou a prova. Esse acidente foi provocado por um pneu furado no carro de Harvick.

            O primeiro acidente múltiplo, também chamado de “Big One”, foi causado por ninguém menos que Kyle Busch, que levou consigo mais 11 carros.

Confira o TOP TEN de Daytona:
Pos.    Piloto                                     Carro

  1        Rick Stenhouse Jr.                Ford Fusion #17

  2        Clint Bowyer                          Ford Fusion #14

  3        Paul Menard                           Chevrolet Camaro SS #27

  4        Michael McDowell                 Chevrolet Camaro SS #95

  5        Ryan Newman                       Chevrolet Camaro SS #31

  6        David Ragan                         Ford Fusion #38

  7        Brendan Gaughan                 Chevrolet Camaro SS #75

  8        A.J. Almendinger                   Chevrolet Camaro SS #47

  9        Erik Jones                             Toyota Camry #77

10        Chris Buescher                      Chevrolet Camaro SS #37

 

            Daytona, considerado um “superoval” predominaram os “Chevy” Camaro SS, com 6 carros entre os 10 primeiros, seguidos pelos Ford Fusion (3) e Toyota Camry (1). Mas, a Ford continua com força, fazendo do Fusion um foguete nos ovais com mais de 1 milha, tanto que a P1 e P2 foram ocupadas pelos Fusion de Stenhouse Jr. e Clint Bowyer. Clint Bowyer, a propósito, pilota o emblemático #14m que pertenceu a Tony Stewart até a temporada passada, quando Smoke se aposentou.

            A NASCAR pisa fundo no sábado (08), no Kentucky.

 

Stock Car Brasil e a “Corrida do Milhão” em Curitiba. Punições mudaram o grid final da prova

            Daniel Serra vive fase iluminada. Após conseguir vencer pela classe LMGTE Pro nas 24 Horas de Le Mans, o piloto de São Paulo conquistou neste domingo (02) sua primeira Corrida do Milhão, em prova realizada em Curitiba da Stock Car.

            O piloto do carro #29 foi dominou praticamente toda a prova. O único momento em que não esteve à frente foi na saída do pit stop obrigatório, quando teve que ultrapassar Thiago Camilo para retomar a ponta.

            Na largada, os ponteiros passaram ilesos, mas na primeira curva alguns carros saíram da pista e quem se deu mal foi Denis Navarro, que foi atingido por Antonio Pizzonia e teve que abandonar.             Daniel Serra manteve a ponta, seguido de Thiago Camilo.

            Rubens Barrichello vinha em prova de recuperação, na 13ª posição no primeiro quarto da corrida.

            Os carros começaram a fazer as paradas obrigatórias na volta 15. Ricardo Zonta passou por cima de um pneu que estava solto no boxe de Ricardo Mauricio, mas sem atingir ninguém. Serra fez seu pit stop na abertura do 18º giro.

            Vitor Genz também fez o mesmo que Zonta e "atropelou" um pneu do boxe de Barrichello.

            Na 19ª volta Camilo e Gomes realizaram suas paradas. No retorno, Camilo voltou na liderança, mas Serra conseguiu fazer a ultrapassagem e voltar a comandar as ações na prova.

            Após o ciclo obrigatório de paradas, os três primeiros permaneciam os mesmos, com Daniel Serra na frente, seguido de Thiago Camilo e Marcos Gomes. Cacá Bueno era o sexto e Barrichello ocupava o nono lugar.

            Aos poucos, Serra abria vantagem confortável, de aproximadamente três segundos para o segundo colocado.

            Antes da abertura da última volta, Thiago Camilo começou a ficar lento e abandonou a prova, facilitando as coisas para Daniel, que faturou sua primeira Corrida do Milhão da carreira. Apenas 17 pilotos completaram a corrida e, ao todo, dez tiveram pane seca na última volta.

            No final, 10 pilotos tiveram problemas com a falta de combustível, incluindo Camilo, o que acabou facilitando a vida de Serra na volta final. Marcos Gomes terminou em segundo lugar e Cacá Bueno fechou o pódio. Rubens Barrichello terminou na quinta colocação. 

            Os primeiros contemplados com o botão de ultrapassagem adicional pelo voto popular foram Barrichello, Bia Figueiredo, Felipe Fraga, Camilo, Cacá Bueno e Átila Abreu.

            Após a prova, a Stock Car puniu Gabriel Casagrande, Rafael Suzuki e Antonio Pizzonia por atitude antidesportiva. Suzuki e Casagrande tiveram 20 segundos acrescidos ao tempo de prova e Pizzonia foi desclassificado. 

Confira o TOP TEN de Curitiba:
Pos.    Piloto                                     Equipe

  1        Daniel Serra                           Eurofarma RC

  2        Marcos Gomes                      Cimed Racing

  3        Cacá Bueno                           Cimed Racing

  4        Rubens Barrichello                Full Time Sports

  5        Julio Campos                         Prati-Donaduzzi Racing

  6        Max Wilson                            RCM Motorsport

  7        Cesar Campos                       Blau Motorsport

  8        Vitor Genz                              Eisenbahn Racing Team

  9        Gabriel Casagrande               Vogel Motorsport

10        Guilherme Salas                    Vogel Motorsport

 

A próxima etapa da Stock Car será em Londrina, no dia 6 de julho.


MotoGP em Sachsering, Alemanha, tem Marc Márquez na P1

            Marc Márquez segue soberano em Sachsenring. Neste domingo (2), o espanhol teve um pouco de trabalho com Jonas Folger nas primeiras voltas, mas depois controlou com tranquilidade as investidas do alemão e venceu pela oitava vez consecutiva no circuito germânico.

Márquez manteve a liderança na largada, com Pedrosa pulando para a segunda posição. Lorenzo também largou bem e subiu para terceiro, mas rapidamente começou a perder posições.

            Quem se destacou no início da prova foi Jonas Folger. Largando da quinta posição, o piloto da casa ganhou posições e superou Pedrosa a 26 voltas do fim para assumir a segunda posição e, uma volta depois, deixou Márquez para trás e tomou a ponta.

            Os três primeiros formavam um grupo à parte, com Danilo Petrucci isolado em quarto e Valentino Rossi tentando se aproximar do compatriota, mas sofrendo pressão de Andrea Dovizioso.      Quem ainda atuava de maneira discreta era Maverick Viñales, que ocupava o décimo posto a 21 voltas do final.

            Faltando 20 voltas para o fim da prova, Folger errou a freada da curva 1 e Márquez se aproveitou, reassumindo a liderança da prova. Àquela altura, Pedrosa já não acompanhava o ritmo dos dois primeiros.

            Na metade da prova, Viñales começava a crescer na prova e subia para sexto, atrás de Dovizioso e Rossi. Os três, entretanto, não conseguiam se aproximar de Pedrosa, que fazia uma prova solitária na terceira posição. A briga era intensa entre os três e, faltando 11 giros para o fim, Viñales deixou Dovizioso e Rossi para trás, assumindo a quarta posição.

            Outro que fazia boa prova de recuperação era Johann Zarco. Após largar da 19ª posição, o francês era décimo a oito voltas do fim.

            Nas voltas finais, Márquez conseguiu abrir mais de Folger e seguiu tranquilamente para a oitava vitória consecutiva em Sachsenring. O piloto da Tech 3 foi o segundo, conquistando o primeiro pódio da carreira na MotoGP, e Pedrosa terminou em terceiro.

            Viñales coroou a corrida de recuperação com o quarto lugar e Rossi foi o quinto, com Alvaro Bautista em sexto, Aleix Espargaró em sétimo e Dovizioso em um discreto oitavo lugar.

            Com os resultados em Sachsenring, Márquez assume a liderança do campeonato, com 129 pontos, cinco a mais do que Viñales, que chegou a 124.

            De quebra, Márquez assumiu a liderança do campeonato, já que Andrea Dovizioso não passou da oitava posição, Maverick Viñales foi o quarto e Valentino Rossi cruzou a linha de chegada em quinto. Dani Pedrosa completou o pódio.

Confira o TOP TEN de Assen:
Pos.    Piloto                                                       Moto

  1           Marc Márquez                                   Honda  #93

  2           Jonas Folger                                       Yamaha  #94

  3           Dani Pedrosa                                     Honda  #26

  4           Maverick Vinales                               Yamaha  #25

  5           Valentino Rossi                                  Yamaha  #46

  6           Alvaro Bautista                                   Ducati  #19

  7           Aleix Espargaro                                 Aprilia  #41

  8           Andrea Dovizioso                              Ducati  #4

  9           Johann Zarco                                     Yamaha  #5

10           Cal Crutchlow                                    Honda  #35

 

            A MotoGP faz uma pausa para as férias de verão europeu e volta no dia 6 de agosto, com o GP da República Tcheca, em Brno.

 

O melancólico fim da Fórmula Truck 2017, por motives financeiros. Será que em 2018 volta? Achamos difícil de acontecer.

“Comunicamos a todos patrocinadores, colaboradores, torcedores, dirigentes, pilotos e amigos, a suspensão de nossas atividades relacionadas ao Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck - temporada 2017.

As razões que nos levaram a tal decisão foram de ordem econômica, emanadas pelo cenário que atinge o mercado brasileiro, já há três anos, com fortíssima acentuação no segmento do transporte, pelo qual pertencemos, bem como outros sérios problemas que surgiram neste semestre.

Não foi fácil chegar à condição de principal categoria do automobilismo do Brasil, mas os números não negam, alcançamos resultados muito fortes e impressionantes, sofremos e amadurecemos, mas com uma estrutura que nos permite afirmar que fizemos sucesso, e isso, só foi possível porque nossos objetivos sempre foram pela busca incessante do retorno aos patrocinadores e pela dedicação extrema ao grande público que sempre nos prestigiou.

Porém, as coisas nem sempre são do jeito que gostaríamos que fossem, chegou nossa hora de pararmos, repensar nossos caminhos, asseguramos que não vamos desistir, vamos continuar lutando para cravar outras marcas até o fim de nossa trajetória. A vida é assim, ela nos experimenta, insistimos, mas chegou a hora de discernirmos a emoção da racionalidade, as duas podem até conviver por algum tempo, mas por fim, a racionalidade sempre deve imperar.

Gostaríamos de ressalvar que estaremos envidando todos os esforços para retomarmos nossas parcerias para a temporada 2018, cabe ressaltar que estamos tão somente suspendendo o campeonato de 2017, sendo que nossas demais atividades continuam normalmente.

Agradecemos por todos os momentos em que voces, público e patrocinadores, nos deram a preferência e oportunidade de recebê-los, esperamos ter entregado não só um entretenimento nos autódromos que sempre procuramos melhorar e arrumar, mas também a certeza de que sempre bem atendemos e que cumprimos a nossa missão de construirmos amigos ao longo deste empreendimento.

A todos que acreditam no nosso trabalho, nossa mais sincera gratidão.

Obrigado pelo Carinho,

Até breve,

Neusa Navarro”

 

            E assim fecham as cortinas da mais popular categoria do automobilismo sul americano. Uma saída digna, apesar de necessária, de uma categoria que tem em seu currículo 26 etapas disputadas.

            É mais um triste exemplo de má administração financeira. Hoje, todos temos que nos adequar à realidade financeira do mundo. Buscar alternativas, usar de flexibilidade para se conseguir alcançar seus objetivos, criar parcerias, enfim, trazer o corporativismo para dentro de sua empresa, equipe, categoria.

            Sem isso, portas se fecham, sonhos não se tornam realidade e realidades acabam de maneira triste e sem esperança de volta.

 

Mercado automobilístico: lançamentos da semana

            A Renault, sempre antenada no que o consumidor brasileiro quer, lançou esta semana a Duster 1.6 equipada com o câmbio automático CVT, que trabalha com velocidade continuamente variável, sem trocas de marchas. O motor 1.6 é o novo 16v que equipa toda a linha Renault. É mais um importante passo para que a marca atenda quem quer um SUV com requintes e motor econômico.

            A versão Expression, por exemplo, tem seu valor em R$ 73.490,00 e vem de série com ar condicionado, direção hidráulica, rádio com Bluetooth e conjunto elétrico.

            A Dynamique, sai por R$ 78.990,00, com mais alguns itens, como computador de bordo, faróis de neblina, rodas de liga leve 16” e central multimídia.

            Mesmo por esse valor, a Dynamique é mais barato que seus concorrentes Honda WR-V (R$ 79.400,00) e Hyundai Creta (R$ 85.240,00), ambos em suas configurações básicas, de entrada.

            Aproveitando, a marca lançou a Oroch cabine dupla “pé de boi”. A versão, batizada de Express, como outros modelos da marca destinados ao uso comercial, vem equipada com direção hidráulica, airbags e freios ABS, conforme rege a lei. Seu valor parte de R$ 66.190,00, equipada somente com o motor 1.6 16v, flex, de até 120cv e câmbio manual de 5 marchas. Sua capacidade de carga é de 680 kg. Uma opção interessante por um preço acessível para frotas. Se quiser acrescer ar-condicionado e vidros elétricos dianteiros, se desembolsa mais R$ 1.400,00. Já o extensor de caçamba e a grade de proteção do vidro traseiro, que compõem outro pacote, custam mais R$ 1.090,00.

            A Fiat desenvolve, em sua fábrica em Betim/MG,  o projeto XP1, que é uma pick up com base no Fiat Mobi.

            A priori, as informações dão conta de será uma pick up cabine simples, que acomoda duas pessoas, equipada com o motor 1.3 de até 101cv (o mesmo que equipa alguns modelos da marca), câmbio manual de 5 marchas e capacidade de carga de até 700 kg. A marca não descarta uma versão com o motor 1.0, de 3 cilindros e até 77cv que equipa o Mobi.

            A Fiat lançará somente versões cabine simples, pois entende que a cabine duplas iria fazer concorrência com a Fiat Toro. Não enxergo onde, pois são categorias totalmente opostas.

            O BMW X3, em sua terceira geração, chegará no Brasil em 2018. Este ano, somente Europa e Estados Unidos terão o modelo.

            As principais modificações no ulititário da marca alemã foi o aumento da distância entre-eixos em 5 cm, e com isso aumentando o espaço interno. Novas tecnologias fazem parte dessas modificações, como a grade dianteira móvel que se ajusta conforme o fluxo de ar muda, para refrigerar com mais eficiência o carro.

            Mas, a maior delas está sob o capô: um novo motor de 6 cilindros, 3.0, descarregando 360cv nas rodas. Esse motor, somente a gasolina, está presente só na versão topo, a M40i. Em números da marca, o X3 3.0 vai de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.

            Ainda não foi divulgado o seu preço de entrada.

            A Land Rover, lançou a quarta geração do modelo Discovery. A reestilização acontece 13 anos após a marca lançar o modelo no Brasil.

            Todas versões, 4 no total, de 7 lugares, são equipadas com motores V6 3.0 24v, turbo diesel, e com transmissão automática de 8 velocidades e tração integral (AWD) com reduzida acionada por botão no painel.

            Todas as versões são equipadas com itens como controles de estabilidade e tração, 6 airbags, bancos em couro, suspensão a ar automática (que se ajusta automaticamente ao piso e velocidade) ar condicionado digital com 3 ou mais zonas e câmera de ré.

            A terceira fileira de bancos, que deixa a Discovery com capacidade para 7 pessoas, é vendida como item opcional, cujo preço não foi revelado, e conta com controles elétricos, para facilitar sua movimentação e seu rabatimento.

            A versão HSE da Discovery foi testada em Santarém/PA, em diferentes condições de piso e levado a situações extremas e se portou aquém do esperado.

            A única observação se fez no superaquecimento do sistema de suspensão a ar. No mais, o carro surpreendeu.

            Seus preços partem de R$ 363.000,00 até R$ 469.000,00.

            A ZF, multinacional austríaca e maior fornecedora de componentes e peças para a indústria automobilística mundial e para carros de competição, apresentou seu projeto de carro inteligente.

            Trata-se de um sistema eletrônico composto por câmeras, sensores e software que reconhece diferentes situações e, conectado aos sistemas do carro, corrige automaticamente as falhas, tentando assim evitar um acidente.

            Um dos sistemas consiste em corrigir falhas, distrações e até assumir o veículo até sua parada em segurança caso o motorista durma ou sofra um mal súbito.

            Mas, o principal problema enfrentado pela ZF é o risco iminente de um ataque de seu software por hackers.

            Para que todo o sistema funcione, é necessário que se esteja conectado à internet, e com isso, deixa-se a porta aberta para invasões.

            A ZF, no entanto, estuda uma maneira de aniquilar essa possibilidade. Uma delas seria criar uma maneira de se manter todas as informações necessárias na nuvem, sendo assim sua invasão seria quase que impossível.

            E quando essa tecnologia estaria disponível? Difícil saber, pois seu custo ainda é muito alto.

            Guarde bem este nome: Mercedes-AMG E 63 S 4Matic+.

            Sim, a Mercedes lançou o sedan de luxo, E 63, com um “toque” de sua divisão esportiva, a AMG.

            O resultado? É um sedan de 1.955 kg, movido por um V8 4.0 32v, 612cv bi-turbo a gasolina, que gera monstruosos 86,6 kgfm de torque, com míseros 1.750 rpm. Tudo isso acoplado a um câmbio automático de 9 marchas, com dupla embreagem e as famosas borboletas no volante para engate das marchas.

            Se você quer um carro manso, sem barulho, macio, selecione a opção normal. Mas se quer que o leão saia da jaula, bastar apertar alguns botões que o ronco do motor invade a cabine, a suspensão endurece (a suspensão usa bolsas de ar que fazem a variação da altura e maciez do carro) e o V8 mostra a que veio. Coloca a disposição seus 612cv para serem usados através de um simples toque no acelerador: vai de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e atinge 300 km/h de velocidade final, conforme dados da Mercedes.

            Mas esse brinquedo é para poucos: seu preço é R$ 699.900,00. Mas, pensando bem, são dois carros pelo preço de um. Para quem tem, pode até valer a pena.

Volta Rápida

- Equipes e pilotos da extinta Fórmula Truck procuraram esta semana, logo que tomaram conhecimento do fim da categoria, através de comunicado oficial, procuraram a organização da Copa Truck para tentar ingressar na categoria. Para o desapontamento de todos, uma vaga na Copa Truck custa em torno de R$ 500.000,00, pois ao inverso da Fórmula Truck, a Copa já firmou compromissos com emissora de TV (Sportv), locou autódromos, montou toda logística e todas equipes estão participando efetivamente da organização e realização dos eventos. Algo que nunca aconteceu na Fórmula Truck. Autoritarismo era a palavra da vez na categoria. Justifica-se o seu fim.

- Agora, qual destino se dará aos Trucks e tudo que a Fórmula Truck possuía? Possível saber, pois a Copa já possui estrutura própria e suas equipes estão excepcionalmente bem equipadas.

Devem virar sucata.

- Depois de retornar de forma bem sucedida a um carro de F1, Robert Kubica espera poder ter novas oportunidades de guiar na categoria de forma competitiva e regular.

Kubica não atuava em um carro de F1 desde fevereiro de 2011. Naquela época, sofreu um grave acidente de rali que provocou diversas lesões do lado direito de seu corpo, inclusive seu braço e mão.

Após anos de recuperação, o polonês completou um teste pela Renault em junho, quando pôde dar mais de 100 voltas pelo circuito de Valência. Satisfeito com a experiência, Kubica espera que isso possa lhe render novos convites.

“Não há um próximo passo real para mim. Talvez algo possa vir. Mas uma coisa que é boa é que eu sei que posso ir bem após apenas um dia de teste, então espero que possa vir mais de mim. É uma boa sensação, para ser sincero”, disse o piloto, de 32 anos.

- Pouco após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) divulgar a decisão de não aplicar nenhuma punição adicional a Sebastian Vettel pelo incidente com Lewis Hamilton no GP do Azerbaijão, o alemão divulgou um comunicado em que pede desculpas publicamente pelo comportamento na pista.

Desde o incidente, é a primeira vez que Vettel admite que errou - imediatamente após o acidente, o germânico disse que Hamilton é quem deveria ter sido punido por ter aplicado um brake test nele.

Após refletir por mais tempo sobre o acontecido e tendo saído da reunião com a FIA sem punição adicional, Vettel finalmente admitiu que Hamilton não fez nada de errado e que a reação dentro da pista foi exagerada.

“Durante a volta de relargada, fui surpreendido por Lewis e acabei acertando a traseira do carro dele. Olhando em perspectiva, não acredito em uma ação mal intencionada por parte dele. No calor do momento tive uma reação desproporcional. Quero me desculpar com Lewis diretamente, assim como quero me desculpar com as pessoas que estavam vendo a corrida. Percebi que não estava estabelecendo um bom exemplo. Não tive, em nenhum momento, a intenção de colocar Lewis em perigo, mas entendo que causei uma situação perigosa. Além disso, gostaria de me desculpar com a FIA. Aceito as decisões tomadas na reunião em Paris, da mesma forma que a punição aplicada pelos comissários em Baku. Amo este esporte e estou determinado em representá-lo de forma a ser um exemplo para as gerações futuras", disse Vettel.

Vettel aceitou ser voluntário para ajudar na educação de jovens pilotos em eventos neste ano. A FIA avisou o alemão que uma nova atitude semelhante à de Baku levará o ferrarista para o Tribunal Internacional da entidade.

 - O British Racing Drivers’ Club (BRDC), organizador do GP da Grã-Bretanha, pode quebrar seu contrato com a Fórmula 1 nos próximos dias. Segundo informação do jornal britânico Daily Mail, os organizadores estariam colocando em dúvida a prova em troca de uma renegociação do contrato vigente.

O BRDC é vítima de um acordo que assinou com Bernie Ecclestone antes da corrida de 2010. Embora a taxa de hospedagem do primeiro ano tenha sido de 12 milhões de libras, o preço aumentou em 5% a cada ano, o que levará o custo em 2027 (último ano do contrato) a 26 milhões de libras.

A Liberty Media não está disposta a fazer uma redução favorável para um circuito por medo de os outros 20 também pedirem algo semelhante, algo que prejudicaria seu investimento de 6 bilhões de euros na Fórmula 1.

Philip Walker, diretor do BRDC, que esteve envolvido em conversas com os novos proprietários da F1, disse: "É altamente provável que tenhamos que ativar a cláusula de interrupção".

Silverstone tem até o primeiro dia do GP deste ano (pouco menos de duas semanas) para encerrar o acordo. Se não fizer isso, o BRDC terá a responsabilidade financeira de hospedar a corrida até 2027.

Um membro do BRDC que pediu para não ser nomeado falou: "Chegou cedo demais para a Liberty. Eles ainda não sabem quais corridas eles querem ajudar a manter no calendário. Por exemplo, Chase Carey (CEO da F1) nunca esteve em um GP em Silverstone.”

"Não é culpa da Liberty. Eles gostariam de ajudar, mas o tempo foi muito curto e agora teremos que nos sentar novamente e planejar o futuro."

Os organizadores querem uma repetição dos 139 mil pagantes que estiveram no GP da Grã-Bretanha do ano passado – o maior público de uma corrida da F1 em 2016.

- A Williams, que completa em 2017 40 anos de Fórmula 1, terá sua história no campeonato contada em um documentário nos próximos meses. O filme foi dirigido pelo britânico Morgan Matthews.

"Espero que os fãs aproveitem o filme tanto quanto gostei de fazer parte do automobilismo", afirmou o fundador da equipe, Sir Frank Williams. "Estou feliz que ambas as pessoas por trás da equipe e da minha família tenham sido as verdadeiras heroínas desta história."

Vice-diretora da Williams e filha de Frank, Claire Williams acrescentou: "Este filme é um conto de dois grandes amores na vida do meu pai. Todo mundo sabe a pura paixão de Frank pelas corridas, mas nem todos sabem a notável história do casamento de meus pais e como essas duas coisas coexistiram durante os altos e baixos da jornada da equipe”.

"Estou satisfeita pelo filme ilustrar exatamente o papel da minha mãe no sucesso da equipe, ao mesmo tempo em que capturou os contratempos e sua bravura em manter a família e os negócios.”

"Estamos incrivelmente orgulhosos do filme e da mensagem que o espírito humano é capaz de alcançar na adversidade. Espero que isso inspire as pessoas tanto quanto a história dos meus pais me inspira.”

De acordo com o anúncio da equipe, "o filme possui imagens lendárias de corridas e entrevistas com as estrelas de Fórmula 1, incluindo Sir Patrick Head, Sir Jackie Stewart, Nigel Mansell e os brasileiros Nelson Piquet, Rubens Barrichello e Felipe Massa, sobre coisas que ocorreram a portas fechadas.”

"É um retrato honesto, autêntico e incrivelmente revelador de uma das histórias mais extraordinárias no automobilismo."

O documentário “Williams” terá sua estreia mundial em 11 de julho e chegará aos cinemas europeus em  4 de agosto.

- Três vitórias e outros dois pódios nos últimos cinco anos na disputa das 6 Horas de Watkins Glen. Nada mal para o brasileiro Christian Fittipaldi que novamente subiu ao lugar mais alto do pódio neste domingo (dia 2) ao lado dos companheiros portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque a bordo do #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R da equipe Action Express Racing.

Fittipaldi partiu do terceiro lugar e logo assumiu a segunda posição. Mesmo não sendo o carro mais rápido na pista, a estratégia do time funcionou perfeitamente, mas os minutos finais foram bastante emocionantes. Após uma bandeira amarela, a 30 minutos do final, Barbosa que liderava foi ultrapassado e só retomou a ponta nas últimas voltas para garantir a vitória para o trio.

Com o resultado da etapa, a sexta da temporada 2017 do IMSA WeatherTech Sportscar Championship, a terceira válida pelo Campeonato Norte-americano de Endurance, Fittipaldi e Barbosa (que disputam a temporada regular) diminuíram a diferença para os líderes Jordan e Ricky Taylor, que terminaram a prova em sexto, e estão com 182 pontos na vice-liderança, contra 202 dos rivais.

Foi a primeira vitória do #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R na temporada, depois de dois segundos lugares e um terceiro nas etapas anteriores.

“Estou muito feliz. Foi uma corrida foi bem parecida com a do ano passado. Estávamos longe de ser o carro mais rápido, mas a execução da prova foi perfeita. Paramos nas horas certas, não tivemos nenhum problema nos boxes, tomamos muito cuidado na pista, mas ao mesmo tempo não perdemos tempo atrás do tráfego”, contou Fittipaldi que já havia vencido as 6 Horas de Watkins Glen em 2013 e 16 e subiu ao pódio em terceiro em 2014 e 15.

O piloto também comentou sobre a emoção nas últimas voltas da disputa. “Os últimos 10 minutos foram super emocionantes, porque estávamos em segundo e o João conseguiu voltar para primeiro. Foi um domingo perfeito por parte dos pilotos, por parte da equipe, então estou muito contente. O campeonato está extremamente difícil este ano, mas de maneira alguma jogamos a toalha. Agora é virar a página. Semana que vem já tem corrida em Motorsport e vamos trabalhar para conseguir mais um bom resultado”, completou o brasileiro, que ao lado de Barbosa é tricampeão do Campeonato Norte-americano de Endurance (2014,15 e 16) e bicampeão do IMSA (2014 e 15).

Domingo (09), os pilotos disputam a sétima etapa no circuito canadense Canadian Tire Motorsport Park.

- Fontes afirmam que Felipe Massa assinou sua renovação de contrato com a Willians, mas que existe uma cláusula de que se o carro de 2018 não for competitivo, se portar igual ou pior que o deste ano, o mesmo poderá ser rescindido sem prejuízo para ambas as partes. Uma bela saída para o caso de a Willians criar outro Frankstein.

Vamos aguardar a confirmação parcial ou total dessa noticia para os próximos dias.

- Quero encerrar de uma maneira diferente: sábado passado (01), meus pais, Seu Reinaldo e Dona Leila completaram 50 anos de casados, a famosa e difícil de se atingir, Bodas de Ouro.

E nesta quarta-feira (05), meu filho mais velho, Thiago Augusto, morador de Botucatu, completa 22 anos de vida.

Aos meus pais e ao meu filho Thiago, desejo os mais sinceros parabéns e muita saúde, regada por muitos anos de vida.

Amo vocês.


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Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

Se não estivesse usando o chassis 2017, a corrida teria sido um desastre total”.  Valentino Rossi, piloto oficial da Yamaha na MotoGP, afirmando que sua moto estava irreconhecível na corrida de domingo, na Alemanha, quando terminou em quinto.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 48 anos, é jornalista especializado em automobilismo, administrador de empresas, escritor, piloto profissional e motociclista. Pai do Thiago Augusto, Luís Guilherme e Giovanna.

 

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)

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