REINALDO FILHO 12/06/2018 09:33

Fórmula 1, IndyCar, NASCAR e Volta Rápida na Power Racing News!

Em Montreal Vettel reassume a liderança do campeonato

Parece que Sebastian Vettel e Ferrari foram feitos um para o outro. Prova disso foi a pole conquistada no sábado, após um jejum de 17 anos sem largar na P1 em Montreal.

E no domingo, Vettel liderou de ponta a ponta e de novo, subiu no lugar mais alto do pódio. A última vitória da Scuderia em Montreal doi em 2004 com Michael Schumacher.

Além de conquistar sua terceira vitória na temporada e 50ª na F1, Vettel foi a 121 pontos e tirou Lewis Hamilton da liderança do campeonato. O atual campeão da categoria completou a corrida na P5 e com os dez pontos somados, chegou a 120 pontos, apenas um atrás do agora líder, Vettel.

Valtteri Bottas, numa boa P2, chegou a milésimos à frente do rápido Max Verstappen, P3.

O holandês da Red Bull, que largou em terceiro, teve apenas uma oportunidade de superar o finlandês da Mercedes logo após a largada, a partir daí, não conseguiu mais chegar mais.

Daniel Ricciardo, o sexto do grid, fechou a corrida na P4, à frente de Lewis Hamilton. Ricciardo, numa estratégia perfeita da Red Bull, conquistou a P4 enquanto Hamilton fazia seu pit stop.

Fernando Alonso, que no Canadá fazia sua 300ª participação na Fórmula 1, enfrentou problemas em seu carro na 42ª volta e abandonou a corrida.

Já Lance Stroll, que corria em casa e largou apenas na P16, mais uma vez provocou um acidente ainda na primeira volta e abandonou, destruindo mais um carro da Willians. A vítima da vez foi Brandon Hartley.

A 40 anos, Gilles Villeneuve, pai de Jacques Villeneuve, vencia sua primeira prova na F1, pilotando uma Ferrari V12. Como não poderia deixar de ser, o desfile dos pilotos que sempre é realizado momentos antes da prova foi puxado por Jacques pilotando a Ferrari que Gilles pilotou na sua primeira vitória.

Mas como nem tudo é perfeito, a prova foi marcada por uma trapalhada que relembrou a do GP do Brasil de 2002, quando Pelé, convidado para dar a bandeirada, se distraiu pouco antes do fim da prova e só começou a agitar a bandeira quadriculada quando o terceiro colocado estava cruzando a linha de chegada.

A bandeirada do GP do Canadá deste domingo foi dada na volta 68 e não na 70, pela modelo canadense Winnie Harlow. Mas a direção de prova tratou de isenta-la do erro, dizendo que houve uma “pequena” trapalhada na comunicação sobre quando ela deveria dar a bandeirada. Winnie agitou a bandeira mais cedo do que o planejado, com Vettel cruzando a linha de chegada na volta 68.

TOP TEN no Canadá

Pos.       Piloto                                                   Equipe/Motor

01           Sebastien Vettel                                 Ferrari

02           Valtteri Bottas                                      Mercedes

03           Max Verstappen                                 Red Bull / Renault

04           Daniel Ricciardo                                Red Bull / Renault

05           Lewis Hamilton                                  Mercedes

06           Kimi Raikkonen                                 Ferrari

07           Nico Hulkenberg                                Renault

08           Carlos Sainz Jr.                                  Renault

09           Esteban Ocon                                    Force India / Mercedes

10           Charles Leclerc                                  Sauber / Ferrari

 

A Fórmula 1 disputa o GP da França, de volta ao lendário circuito de Paul Ricard, em 24 de junho

 

Scott Dixon é o cowboy da vez no Texas

P7 no grid, Scott Dixon venceu a etapa do Texas da Indy ajudado por oportunas bandeiras amarelas, que o deram a ele as chances de ir para os pits nas horas certas e com isso garantir a vitória.

Simon Pagenaud, que terminou na P2, até tentou atacar Dixon nas voltas finais, mas ficou entre duas feras e com isso foi obrigado a desistir de Dixon para se defender de Alexander Rossi, P3.

Para Tony Kanaan e Matheus Leist, a corrida não foi das melhores. Leist abandonou logo nas primeiras voltas depois que seu carro pegou fogo e Kanaan teve a suspensão quebrada e abandonou a prova. Os circuitos ovais exigem muito tanto do piloto quanto do equipamento e esses problemas são comuns.

Josef Newgarden, pole position da prova, segurou a pressão de Simon Pagenaud e manteve a ponta logo na largada, seguido por Will Power em terceiro. Sexto do grid, Tony Kanaan chegou a ocupar a quarta posição, mas não conseguiu segurar o posto e voltou para sexto.

A primeira bandeira amarela foi provocada pelo incêndio no carro de Matheus Leist. O carro do companheiro de Tony Kanaan na A.J. Foyt, perdeu potência na retomada de aceleração na saída da curva 1 e já lento na pista começou a pegar fogo. Matheus encostou seu carro e saltou rapidamente dele.

Logo após a relargada, autorizada na volta 15, Newgarden seguiu na ponta e quem conseguiu se dar bem foi Will Power, que fez bom uso do vácuo para ultrapassar Simon Pagenaud.

Mais atrás, Zach Veach ultrapassava Takuma Sato e James Hinchcliffe e assumia a P10.

Depois do incêndio no carro causar o abandono de Matheus Leist, quem começou a enfrentar problemas, mas na suspensão do carro, foi Tony Kanaan, que chegou a tocar no muro antes de parar nos pits.

Mesmo perdendo 13 voltas nos pits para tentar arrumar o carro, Kanaan tentou voltar para a prova. Mas algumas voltas mais tarde, Kanaan decidiu abandonar a prova de vez.

Com 70 das 248 voltas completadas e todos tendo parado para reabastecer e trocar pneus, a liderança passou a ser de Simon Pagenaud, com Newgarden em segundo e Power em terceiro. Mas 15 voltas mais tarde, Robert Wickens colocou a faca entre os dentes, ultrapassou Power e Newgarden para assumir a segunda posição.

Dez voltas depois, foi a vez de Wickens, que estreou na Indy neste ano vindo do DTM, investir sobre Pagenaud e assumir a liderança.

Com pouco mais da metade da corrida percorrida e todos os pilotos tendo parado para reabastecer e trocar pneus, a liderança mudou de mãos e passou a ser de Scott Dixon, com Wickens em segundo e Newgarden em terceiro.

Pouco depois, foi a vez de Alexander Rossi ultrapassar Newgarden e Wickens para ser o novo segundo colocado. A essa altura, Scott Dixon seguia líder absoluto, quase 12 segundos, ou meia volta à frente de Rossi.

Na volta 173, Robert Wickens e Ed Carpenter se tocaram e ambos acabaram no muro da curva 4. Wickens ultrapassava por Carpenter, retardatário, quando se tocaram causando a segunda bandeira amarela da corrida.

Na relargada, na volta 186, Scott Dixon, que aproveitou a bandeira amarela para reabastecer e trocar pneus, acelerou forte para se manter na ponta, seguido por Simon Pagenaud em segundo e James Hinchcliffe, que pouco depois perdeu a terceira posição para Ryan Hunter-Reay.

Poucas voltas mais tarde, Alexander Rossi foi para cima, ultrapassou Hinchcliffe e Hunter-Reay para assumir a terceira posição.

Na volta 205, Zachary Claman de Melo tentou ultrapassar Will Power por fora, resultando no acidente que provocou a terceira bandeira amarela da prova e nova intervenção do safety car.

Mais uma vez aproveitando a bandeira amarela, os cinco primeiros, puxados por Scott Dixon, foram para os pits para trocar pneus e reabastecer em uma tentativa de evitar mais uma parada.

Após a relargada, autorizada a 333 voltas do fim, Dixon acelerou forte para se segurar na ponta e mesmo pressionado por Simon Pagenaud, soube segurar o francês e vencer a prova.

 

TOP TEN no Texas

Pos.      Piloto                                                 

01          Scott Dixon

02          Simon Pagenaud                        

03          Alexander Rossi

04          James Hinchcliffe

05          Ryan Hunter-Reay

06          Graham Rahal

07          Takuma Sato

08          Sébastien Bourdais

09          Ed Jones

10          Charlie Kimball

A próxima etapa da Indy será em 24 de junho, no GP Road América.

 

Clint Bowyer vence em Michigan

A etapa de Michigan foi um grande desafio para fãs, equipes e pilotos da NASCAR neste fim de semana.

Por causa da chuva, houve um atraso de mais de duas horas para o início da prova. A NASCAR não disputa provas em ovais com chuva ou com pista úmida. Com isso, o oval de duas milhas passou por um processo de secagem com os “carros turbina” para que a prova tivesse início mas, com a volta da chuva pouco depois do fim do segundo segmento, a prova foi encerrada.

E como o regulamento da NASCAR permite que a prova seja encerrada a qualquer momento, em pról da segurança de pilotos, equipes e público, venceu aquele que arriscou na hora certa.

Clint Bowyer, pilotando o lendário Ford Fusion #14, que tantas provas venceu com Tony Stewart, trocou apenas dois pneus ao término do segundo segmento, que foi vencido por Kevin Harvick.

Com pneus novos e mais combustível, Bowyer segurou o carro #4 até ver o acidente de Ricky Stenhouse Jr. que antecedeu a chuva novamente, o que fez com que a direção de prova encerrasse a corrida.

Kurt Busch chegou em terceiro, estabelecendo o 1-2-3 da Stewart-Haas. Kyle Busch e Paul Menard completaram o top-5.

 

TOP TEN em Michigan

Pos.      Piloto                                                  Carro

  01        Clint Bowyer                                     #14 Ford Fusion

  1.      Kevin Harvick                                  #4 Ford Fusion
  2.      Kurt Busch                                       #41 Ford Fusion
  3.      Kyle Busch                                       #18 Toyota Camry
  4.      Paul Menard                                    #21 Ford Fusion
  5.      Brad Keselowski                            #2 Ford Fusion
  6.      Joey Logano                                    #22 Ford Fusion
  7.      Ryan Blaney                                   #12 Ford Fusion
  8.      Chase Elliott                                     #9 Chevrolet Camaro SS
  9.      Jamie McMurray                            #1 Chevrolet Camaro SS

 

A NASCAR corre em Sonoma, a primeira prova em circuito misto da temporada, dia 24 de junho.

 

Volta Rápida

- Como já fizemos algumas vezes, abrimos nossa Volta Rápida com ele, Fernando Alonso. E mais uma vez, o polêmico campeão, piloto da McLaren não fez questão nenhuma de demonstrar sua “alegria” pela sua corrida de número 300 na categoria. Forçado a abandonar a prova a 20 voltas do final por problemas mecânicos, Alonso se mostrou mais preocupado com sua participação na lendária prova, as 24 Horas de Le Mans, que será disputada no próximo sábado, 16/06. A prova, como o próprio nome diz, 24 horas, termina no domingo, 17/06. Alonso, que disputa o Mundial de Endurance pela equipe oficial da Toyota, está otimista pois dominou o primeiro dia dos treinos oficiais. O responsável pela ida de Alonso para a Toyota é Zak Brown, chefe da equipe Toyota e também chefe da equipe McLaren na F-1.

- E com essa “contratação” de Fernando Alonso pela Toyota para disputar o Mundial de Endurance, uma porta pode estar sendo aberta para que a Toyota volte à F-1, agora com um propulsor na McLaren. O carro que Alonso pilotará no WEC é o Toyota TS050 HYBRID, numeral #8. A tecnologia dos propulsores dos carros híbridos da WEC é a mesma utilizada na F-1.

E com Alonso pilotando, desenvolvendo e vencendo pela Toyota, Zak Brown poderá tentar levar um motor Toyota para a F-1.

- Alguns pilotos viveram situações inusitadas no Canadá. Valtteri Bottas, da Mercedes, quase ficou sem combustível nas voltas finais da prova, por ter que se defender dos ataques de Daniel Ricciardo. Já o piloto da Red Bull reclamou que não conseguiu tirar o máximo de performance da nova versão do propulsor da Renault que usou na prova. Ao contrário deles, Pierre Gasly, piloto da Toro Rosso, teve a sua disposição nos qualify uma versão atualizada do propulsor da Honda e afirmou que, com essa nova versão, a Toro Rosso deverá ser “três posições” mais rápida que hoje. Vale lembrar que Gasly disputou a corrida com a versão anterior do conjunto, por precaução. E Lewis Hamilton, piloto da “poderosa” Mercedes também teve um dia para se esquecer. Desde o início da prova, seu carro tinha uma considerável variação de potência e a temperatura do motor estava muito alta. “Eu esperava só a potência cair de vez e o motor quebrar. Não conseguia abaixar a temperatura e a potência variava o tempo todo, sozinha.” disse Hamilton.  

- E falando em propulsores, a Renault deu prazo para que a Red Bull decida qual conjunto propulsor utilizará em 2019. O prazo expira antes do GP da Áustria, em 01/07. Christian Horner, chefe da equipe, afirmou que para que haja uma decisão, estão levando em conta uma análise de todos dados coletados pela telemetria tanto dos carros da Red Bull que andam dom propulsores Renault quanto da Toro Rosso, que já utilizam Honda. Já a Renault, que havia dado prazo até 15/05 para a decisão e, levando em conta os 12 anos de uma parceria de sucesso, estendeu o prazo para até dia 01/07, afirma que, se a Red Bull não se decidir até a data final, a Renault retirará sua proposta de fornecimento. Um impasse que deverá ser resolvido nos próximos dias.

- Nico Rosberg, ex-piloto e campeão da F-1 em 2016, hoje comentarista para um canal britânico, quando perguntado durante a transmissão do GP do Canadá se Fernando Alonso merece um carro campeão, Rosberg fugiu de seus padrões de “fidalguia” e disparou que sim, mas que hoje nenhuma equipe quer Alonso como piloto por ele fazer uso de “jogos políticos” para conseguir o que quer dentro da equipe.

Um dilema pois se na F-1 Alonso é um “político” nato, na WEC é considerado um piloto simples, que agrega valores e até considerado um facilitador dentro da equipe.

- E a Willians não vive um ano difícil, mas sim caótico. Com dois pilotos novatos, inexperientes e que até dão pinta que estão na categoria para se divertir, o desenvolvimento do carro está de mal a pior. O FW-41 está sendo considerado pior até que as Sauber. Prova disso é a posição dos pilotos e da equipe no campeonato. A Willians ocupa a 10 e última posição no mundial de construtores com 4 pontos, e seus pilotos, Lance Stroll ocupa a 16 posição com 4 pontos e Sergey Sirotkin a 20 e última, sem pontos.

Já a Sauber ocupa a 9 posição com 12 pontos e seus pilotos, Charles Leclerc está na 14 posição com 10 pontos e Marcus Ericsson na 17 posição com 2 pontos.

Vale lembrar que a Sauber anda de motor Ferrari, tem um orçamento inferior ao da Willians e Charles Leclerc é estreante na categoria. E as duas vagas da Willians foram “compradas”, por assim dizer. A Willians possui um dos 5 maiores orçamentos da temporada e uma equipe de engenheiros de ponta. Sem contar que Dirk de Beer foi demitido do cargo de chefe de aerodinâmica da Willians, sendo substituído por Doug McKiernan, até então designer chefe. Pelo jeito o problema não está na aerodinâmica nem no designer. E acreditamos que no forte propulsor Mercedes também não.

Com a palavra, Willians F1!

- Dia desses fomos questionados do porquê este ano não estamos fazendo aquela nossa estatística das marcas dos carros da NASCAR CUP.

Realmente, este ano resolvemos não a realizar pois a Ford já oficializou que em 2019 o Fusion será substituído pelo Mustang na CUP, pois na Xfinity já correm Fusion e Mustangs juntos. A Chevrolet, está em vias de anunciar uma atualização no Camaro SS para 2019 e a Toyota também deverá atualizar o Camry. E a Honda, cujo carro que poderia disputar a CUP é o Accord, ainda pensa se formaliza sua proposta de entrada na categoria. Vale lembrar que, pelo regulamento, a marca não pode disputar apenas uma das três categorias (Truck Series, Xfinity e CUP). Á partir da entrada na NASCAR, a marca precisa ter modelos correndo nas 3 categorias. 2018 está sendo um ano de testes e transições das marcas e principalmente de desenvolvimento das novas versões.

E uma observação que também nos deixou apreensivos com relação à nossa estatística: como os chassis da NASCAR, assim como da maioria dos carros de competição, são tubulares, mudando só a “roupagem”, temos uma informação de que a Ford já utiliza toda mecânica do Mustang de 2019 nos Fusion deste ano na CUP, como uma maneira de se testar sua performance e durabilidade.

Acreditamos ser verdadeira a informação pois em Michigan nas 10 primeiras posições tivemos 7 Ford Fusion, 1 Toyota Camry e 2 Chevrolet Camaro SS. A Ford vem esmagando a concorrência na temporada dando uma amostra de que 2019 não será fácil bater seus carros nas pistas.

 

Fale conosco, estamos esperando sua sugestão sobre matérias, críticas e comentários. Você, amigo leitor, é nosso principal combustível. Esta coluna é feita para você. Nosso e-mail à sua disposição 24 horas, 7 dias por semana é motor14news@gmail.com.

Parceiro: www.planetavelocidade.com.br

 

Uma boa semana, automaníacos. Até a próxima.

 

“Minha preocupação em 2018 é com o WEC.

             Fernando Alonso, sobre sua participação no Mundial de Endurance (WEC) pela Toyota.

 

Reinaldo dos Santos Filho mora em São Manuel/SP, tem 49 anos, é jornalista especializado em automobilismo, administrador de empresas, escritor, piloto profissional e membro da Irmandade M.C.. Pai do Thiago Augusto, Roberta, Luís Guilherme e Giovanna.

Matéria sob responsabilidade do autor (Mtb 82.886/SP)