SAÚDE 21/10/2017 11:28

Hipnoterapia é alternativa no tratamento da depressão e ansiedade

Foto: Divulgação

Controlar uma fobia antiga. Descartar de vez um mau hábito. Ou ainda, ter a persistência necessária para alcançar o objetivo até então inatingível, como continuar firme na dieta, fazer uma poupança, evitar compras por impulso.
 
Para aliviar essas tensões e até mesmo se livrar das travas acumuladas ao longo da vida, muitas pessoas têm recorrido à hipnoterapia, um fenômeno neurológico que acontece bem no meio do cérebro e é capaz de deixar a consciência livre de julgamentos para resolver e ressignificar as marcas deixadas por emoções vividas no passado.
 
"Com base em técnicas, levamos o paciente a um estado alterado de consciência para promover as mudanças que ele busca", ressalta a psicóloga e hipnoterapeuta Karina Peraçoli Marcuci. O autoconhecimento é um dos principais benefícios da hipnose, já que a pessoa consegue respostas sobre seu perfil de comportamento.
 
"Durante a sessão, promovemos um leve rebaixamento da consciência. O paciente tem total controle da situação, já que a hipnose é intencional, não forçada. Esse rebaixamento é para que a pessoa tenha menos o seu fator crítico atuante, o qual é cheio de 'nãos', que acabam dirigindo e impedindo o sujeito de mudar", explica a hipnóloga.
 
A hipnoterapia traz à tona os motivos que moldam as reações das pessoas perante as várias situações vividas no dia a dia. O comportamento durante uma discussão, por exemplo, é determinado por emoções passadas e registradas pelo cérebro. "A hipnose investiga essas emoções que foram guardadas exatamente como e quando aconteceram. São elas que nos motivam a agir da forma que agimos", acrescenta Marcuci.
 
Os conselhos federais de Medicina e de Psicologia já reconhecem a hipnose como ferramenta no tratamento de dores crônicas. Há estudos que comprovam sua eficácia contra o tabagismo, a ansiedade, a depressão e outros transtornos psíquicos. Atualmente no Brasil, 5,8% da população sofre de depressão, que afeta um total de 11,5 milhões de pessoas.

Estado natural
Quem já não passou pela experiência de estar no carro dirigindo e ao se dar conta, sequer percebeu o caminho percorrido? Por algum momento o mundo lá fora foi esquecido. Momentos como esse são mais comuns do que se possa imaginar, afinal a pessoa está em seu estado de hipnose, que pode ocorrer várias vezes ao dia. O mesmo pode acontecer quando se lê um livro e nos emocionamos, quando estamos sozinhos e esquecemos o mundo externo.
 
"Hipnose é um estado natural da consciência que também pode ser induzido em consultório.E o trabalho tem foco no problema a ser resolvido, naquilo que provoca desconforto. Portanto, quem decide o que quer cuidar é a própria pessoa", explica a hipnóloga Karina Marcuci.
 
Travas
Em geral, a hipnoterapia é procurada para aliviar os sintomas da depressão, ansiedade e estresse, já que só aumenta no País e em todo o mundo o número de pessoas afetadas por esses problemas emocionais.
 
Em muitos casos, resolver o sofrimento do paciente não é tão complexo quanto parece. A hipnóloga Karina Marcuci conta que, em média, três sessões são suficientes para concluir o tratamento.
 
Foi o que aconteceu com um paciente seu, que chegou ao consultório com queixa de ansiedade. Durante a hipnoterapia, ele conseguiu relatar que aos 3 anos de idade viveu uma situação de medo e impotência.
 
"Essa pessoa, criança na época, esteve num ambiente fechado com um inseto, possivelmente uma barata. Como não alcançava a porta para sair, seu cérebro registrou uma emoção de muito medo, que a paralisa até hoje diante de situações em que perde o controle. É o que explica sua ansiedade hoje. Na época, a mente dela não estava preparada para lidar com essa situação", diz.
 
A hipnóloga explica que o cérebro guarda o que aconteceu preservando o momento e a forma do fato vivenciado. "A experiência fica ali, armazenada. Ainda que não nos lembremos, vai emergir no momento oportuno e se manifestar como uma trava, determinando nossas reações".
 
Para a hipnoterapia ser eficaz, é preciso que o paciente tenha atitude mental, ou seja, esteja realmente disposto a organizar sua bagagem interior. Aliás, é a primeira porta de acesso para rever conteúdos e resolver as travas acumuladas ao longo da vida.


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(com Assessoria de Imprensa)