NOROESTE 30/10/2018 07:59

Drogas, chip e celular são interceptados com visitantes nas unidades prisionais

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que no último final de semana, agentes de segurança penitenciária treinados para interceptar ilícitos e com ajuda da tecnologia dos equipamentos de escaneamento corporais, encontraram drogas como maconha e cocaína, chip e micro aparelho de telefonia celular em posse de visitantes. Mesmo com a grande propagação de notícias acerca das crescentes apreensões em todo estado de São Paulo, elas seguem se arriscando para entrar com drogas e outros materiais ilícitos.

A polícia militar foi acionada em todas as ocorrências e as unidades prisionais paralelamente tomaram medidas administrativas como suspenção das visitantes do rol e abertura de procedimento para apurar o envolvimento dos presos que receberiam os ilícitos. 

 

Centro de Detenção Provisória  "ASP Francisco Carlos Caneschi" de Bauru 

No sábado, 27, às 11h50, durante revista aos pertences trazidos por uma mulher que visitaria o filho, Agentes de Segurança Penitenciária identificaram forte cheiro de entorpecente, que ao realizar busca detalhada encontraram 169 porções de substância esverdeada análoga a maconha (confirmada pela autoridade policial), pesando 46,56 gramas. A visitante foi encaminhada a Central de Polícia Judiciária de Bauru, que elaborou Boletim de Ocorrência e prendeu em flagrante delito a mulher. O detento que receberia a droga foi isolado preventivamente, visando apurar o ocorrido. 

Penitenciária "Cabo PM Marcelo Pires da Silva" de ItaíNo domingo 28, às 08h10, durante revista realizada por uma Agente de Segurança Penitenciária, esta encontrou no sutiã de uma mulher que visitaria o companheiro, um chip de telefone celular. Questionada, ela confessou que trazia droga introduzida no ânus para entregar ao seu companheiro. Foi registrado boletim de ocorrência e a unidade instaurou procedimento apuratório para a averiguação dos fatos. 

 

Penitenciária de Marília

Durante procedimento de escaneamento corporal em uma visitante no sábado, 27, às 10h30, agente penitenciária que operava o equipamento percebeu anormalidade na imagem, na região pélvica, na altura da calcinha. A mulher foi levada a uma sala reservada por duas agentes penitenciárias. Indagada, alegou que não trazia contravenção consigo, mas aproveitando que estava sentada, “dispensou” um embrulho no chão da sala. Recolhido o objeto e aberto constatou se tratar de uma substância branca semelhante à cocaína. Diante do ocorrido, a Polícia Militar foi acionada e a visitante, juntamente com o material  apreendido,  foi  conduzida  ao  Plantão  Policial para registrar o boletim de ocorrência. O sentenciado foi encaminhado à uma cela disciplinar do setor de inclusão a fim de apurar seu possível envolvimento como destinatário do ilícito apreendido. 

No domingo 28, nova tentativa de ludibriar a segurança da unidade foi flagrada por funcionários. Por volta de 10h20, uma visitante ao ser submetida a revista pelo equipamento de inspeção corporal, Body Scanner, foi visualizado um objeto no interior de seu corpo. Questionada, a visitante confessou que encontrava-se com droga introduzida em sua vagina e que concordava espontaneamente retirá-la. A mesma foi encaminhada até uma sala, onde na presença de servidoras retirou e entregou a porção de suposta maconha que estava em uma embalagem plástica. A visitante disse que iria entregar ao seu companheiro. A Polícia Militar foi acionada para registrar o boletim de ocorrência e tomar as medidas cabíveis para com a mulher e o material apreendido. O sentenciado foi isolado à uma cela disciplinar para que seu envolvimento seja averiguado. 

 

Centro de Ressocialização de Ourinhos

Às 13h15 de domingo 28, logo após visitante passar pelo detector de metais e realizar o procedimento de praxe, agente penitenciária que a revistava notou algo saliente na blusa da mulher que, questionada, retirou e apresentou 4 cédulas, totalizando R$ 44,00. A mulher foi comunicado que tratava-se de ilícito e que seria suspensa do rol de visitas. 
  
 

Penitenciária “Luiz Gonzaga Vieira” de Pirajuí

O final de semana foi movimentado na P2 de Pirajuí. Agentes foram eficientes e barraram quatro tentativas de entrada de ilícitos. No sábado 27, por volta de 10h15, Agentes de segurança estranharam imagem obtida pelo “body scanner”, onde um volume incomum aparecia na região pélvica da visitante. Questionada a senhora confessou estar portanto drogas dentro do próprio corpo e, levada a uma sala reservada na presença de agentes femininas, retirou do ânus um invólucro que aberto, constatou-se um pó de cor amarelado pesando 135 gramas e outros dois invólucros menores pesando 19 gramas de pó esbranquiçado. A suspeita é que o material trata-se de cocaína.

No domingo 28, foram três apreensões. A primeira, por volta de 8h30, agentes constataram em imagem do body scanner, invólucro na região genital da visitante. Informada, ela foi conduzida a sala reservada e na presença das agentes retirou do reto volume que continha 46 gramas de erva esverdeada com características de maconha. Ainda na manhã do domingo outras duas apreensões:  às 11h30 ao passar a visitante pelo scanner corporal, a agente que operava o equipamento percebeu na imagem a nítida presença de um invólucro. Questionada ele disse que portava entorpecente e, em uma sala reserva, retirou voluntariamente de seu ânus, um material com aparência e odor de maconha. O volume pesou cerca de 109 gramas.

Logo em seguida, às 11h50, imagem do scanner corporal mostrava claramente um aparelho de telefonia celular. Indaga a visitante negou que trazia algo ilícito em seu corpo. A Polícia Militar foi acionada e conduziu a visitante até a Santa Casa do município para exames da equipe médica, porém ao passar por prévio exame de corpo de delito, a mesma disse ao médico que concordava em retirar o objeto que estava em sua vagina e entregar as autoridades policiais que, após entregar o aparelho, a conduziram até a delegacia para registrar boletim de ocorrência. Todas as apreensões foram comunicadas a Polícia Militar, que registrou devidamente os Boletins de ocorrência para tomada das medidas cabíveis. Como praxe nas unidades da SAP, os presos que supostamente seriam destinatários dos ilícitos foram isolados em celas disciplinares para apuração dos fatos. 

 

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(com assessoria)