INVESTIGAÇÃO 28/01/2019 20:50

Polícia Civil prende dois acusados de terem jogado mecânico no Rio Lavapés após briga em Botucatu

Prisões ocorreram durante operação.

Nesta segunda-feira (28) a Polícia Civil de Botucatu, com os delegados Celso Olindo, Geraldo Franco, os policiais Marcos e Janis sob a coordenação do delegado Seccional Antônio Soares da Costa Neto prendeu dois homens apontados como os responsáveis pela morte do mecânico Ângelo Alfredo Oyan, de 43 anos, que foi jogado no Rio Lavapés, em Botucatu, no dia 24 de novembro do ano passado.

A Polícia Civil informou que o mecânico foi agredido com pauladas e depois acabou jogado pelos agressores na forte correnteza do rio, formada por intensa chuva que chegou a cobrir pontes da cidade. 

Os dois foram presos temporariamente com autorização da justiça e concordância do Ministério Público de Botucatu. 

Segundo o delegado Celso Olindo, há testemunhas que viram o mecânico ser agredido, inclusive com pauladas e depois foi jogado no rio propositadamente, sem que nenhum tipo de ajuda fosse acionada. 

Apesar da dificuldade em conseguir esses depoimentos o delegado disse que pessoas relataram o que viram à polícia. 

O mecânico desapareceu em sábado (24) durante as fortes chuvas registradas no Rio Lavapés, em Botucatu.

Seis dias após o crime a Delegacia de Investigações Gerais com os delegados Celso Olindo, Geraldo Franco e a investigadora Janis chegaram a um homem de 49 anos que foi levado à sede policial, onde contou que naquele dia estava filmando a enxurrada no rio e Ângelo estava tentando passar pelo seu quintal – entre o bairro Lavapés e a Vila Jardim.

Conta o suspeito que o mecânico achou que também estivesse sendo filmado por esse morador e foi tirar satisfação, quando começou uma briga que envolveu ainda a família do dono da casa, que fica na beira do rio. Nessa briga Ângelo teria sido jogado na correnteza, mas as pessoas não chamaram por socorro e ele sumiu nas águas.

O suspeito que teria empurrado o mecânico para a água durante a briga foi ouvido e respondeu ao caso em liberdade, até a prisão nesta segunda-feira (28), quase dois meses após o crime. O outro preso é o seu cunhado, que segundo a polícia também se envolveu na confusão e briga. 

O corpo do mecânico foi localizado pelos bombeiros após um intenso trabalho de buscas e bastante distante do local do crime, no sentido do Clube Água Nova.

A polícia diz que a prisão ainda é temporária porque falta finalizar o inquérito da investigação e trabalhos complementares como a reconstituição do crime.

A acusação é de homicídio e ocultação de cadáver. 

DOR DA ESPOSA

A esposa Ana Paula Martins, também de 43 anos, contou na época que o marido saiu de uma mecânica onde trabalhava e voltava para casa por volta das 19h. Ele ligou para ela dizendo que não conseguia chegar por conta da água do Rio Lavapés que extravasou.

Ele então desceu até a ponte abaixo da sua casa, na região da Rua Emilio Cani e dali voltou a falar com a esposa que ainda por um momento o enxergou perto da Curuzu, mas como esse segundo lugar também estava alagado, voltou para a Curuzu tentando buscar novo acesso de passagem, mas ele não foi mais visto.

Ângelo nunca tinha sumido de casa, segundo relato da família. "Eu até vi ele era 19h35. Ele tinha me ligado e voltou para a Curuzu para tentar outro caminho. Sai e fui ver na rua de casa e tinha muito movimento de carros voltando. Eu estava falando com ele e vendo ele na parte de cima, perto da Curuzu, e foi de novo tentar outro caminho, e não o vi mais", contou a esposa ao site Agência14News em reportagem anterior.

OPERAÇÃO 

A Polícia Civil e a Guarda Municipal prenderam mais 15 pessoas durante operação na cidade nesta segunda-feira (28). Todos eram criminosos procurados por homicídio, furto, ameaça, entre outros. 

(do Agência14News)