BARRA BONITA 07/06/2019 08:41

Homenagem a Revolução de 1932 terá palestra, exposição e ato cívico

Foto: Divulgação

O dia 9 de julho será de reconhecimento e homenagens aos soldados combatentes na Revolução Constitucionalista  de 1932. Este ano, as homenagens se dividem em palestra, exposição e ato cívico.

Na próxima quarta-feira, dia 12 de junho, acontece a palestra “Viva São Paulo”, no Teatro Municipal Zita de Marchi, das 8h às 10h,  com o professor  Marcus James,  alusiva ao Movimento Constitucionalista de 1932.

No dia 13, no saguão principal da prefeitura, tem início uma exposição que irá até o dia 19 de junho, onde será exposto um acervo histórico composto de capacetes de aço, fardas, peças de fardamento, equipamentos militares, broches e outros materiais de ordem cívica em homenagem ao “MMDC”, quatro estudantes paulistas que deram suas vidas para defender a Constituição e os valores democráticos contra a ditadura de Getúlio Vargas.

E no dia 9 de julho, a Prefeitura da Estância Turística de Barra Bonita, realiza o tradicional Ato Cívico em homenagem ao aniversário da Revolução Constitucionalista. O evento acontecerá a partir das 8 horas, na Praça Nhonhô Salles (Praça da Prefeitura), em frente ao monumento em homenagem aos combatentes barra-bonitenses e terá a participação de escolas, entidades, autoridades civis e militares, familiares de combatentes e do público em geral.

Por que 9 de Julho?

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo a derrubada do governo do presidente Getúlio Vargas. Ele havia assumido o poder em 1930.

Com um governo provisório, mas de amplos poderes, Vargas fechou o Congresso Nacional, aboliu a Constituição e depôs todos os governadores. Insatisfeita, a população iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, que terminou num conflito armado. A revolução então acabou eclodindo no dia 9 de julho, sob o comando dos generais Bertolo Klinger e Isidoro Dias.

O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão.

(com assessoria)